Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 67,67 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,38 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,20 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,21 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,96 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,78 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,67 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,63 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 158,43 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 163,04 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 175,68 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 182,05 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,35 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 167,53 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,26 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,29 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.166,23 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,54 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 172,86 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 155,55 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 161,36 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 169,99 / cx

Internacional

Agro ganha status de infraestrutura econômica em Davos

Fórum Econômico Mundial 2026 coloca agricultura, água e meio ambiente no centro das estratégias globais de crescimento, resiliência e segurança econômica

Agro ganha status de infraestrutura econômica em Davos

O Fórum Econômico Mundial (WEF) 2026, realizado em Davos, na Suíça, marcou uma inflexão importante na forma como o agronegócio e o meio ambiente são tratados no debate internacional. Mais do que setores produtivos ou temas ambientais, agricultura, recursos naturais e sistemas alimentares passaram a ser reconhecidos como infraestrutura econômica essencial para a estabilidade global.

Sob o tema “A Spirit of Dialogue”, o encontro reuniu autoridades políticas, executivos e representantes de organismos internacionais em um momento marcado por instabilidade geopolítica, mudanças climáticas, pressão sobre recursos naturais e insegurança alimentar. Nesse contexto, a agricultura deixou de ser tratada apenas como setor produtivo e passou a integrar o núcleo das discussões econômicas globais. Como destacou o presidente do WEF, Børge Brende, “O diálogo não é um luxo em tempos de incerteza. É uma necessidade urgente”.

Agricultura, água e natureza como ativos estratégicos

Ao longo da programação, ficou evidente a mudança de narrativa: água, solo, biodiversidade e produção de alimentos passaram a ser tratados como ativos econômicos críticos, diretamente ligados à competitividade dos países e à resiliência das cadeias globais. A gestão eficiente desses recursos foi apresentada como condição básica para crescimento sustentável e mitigação de riscos climáticos e sociais.

A agenda destacou que a agricultura moderna depende cada vez mais de inovação tecnológica, dados, biociências e inteligência artificial, reforçando o papel do agro como setor intensivo em tecnologia e conhecimento. A digitalização da produção e a integração entre campo, indústria e mercados globais foram apontadas como caminhos para aumentar produtividade com menor impacto ambiental.

Finanças verdes e restauração ambiental entram no radar

Outro ponto central dos debates foi a chamada finança da natureza. Iniciativas de restauração de áreas degradadas, conservação de ecossistemas e uso de soluções baseadas na natureza ganharam espaço como oportunidades reais de investimento, capazes de atrair capital privado e gerar retorno econômico mensurável.

A discussão também avançou sobre métricas, governança e instrumentos financeiros que permitam transformar sustentabilidade em ativo econômico, conectando produtores, empresas, investidores e governos em uma mesma agenda.

Segurança alimentar e resiliência global

A segurança alimentar apareceu como tema transversal, associada à gestão da água, às mudanças climáticas e às desigualdades regionais. Os debates reforçaram que garantir o abastecimento global de alimentos exige sistemas produtivos mais adaptáveis, eficientes e resilientes, especialmente diante de eventos climáticos extremos e tensões geopolíticas.

Nesse cenário, o agro deixa de ocupar um papel secundário e passa a ser visto como base da infraestrutura econômica global, essencial para a estabilidade social, o crescimento econômico e a segurança dos países.

Nova narrativa para o agro no cenário internacional

A mensagem que emerge de Davos em 2026 é clara: agricultura e meio ambiente não são custos a serem geridos, mas investimentos estratégicos. O reposicionamento do agro como infraestrutura econômica amplia seu protagonismo nas decisões globais e reforça a importância de políticas públicas, inovação e cooperação internacional para o futuro da economia mundial.