Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,49 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,85 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,69 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,94 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,70 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,76 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 157,42 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 158,61 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 175,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,53 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,12 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,96 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,02 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.174,56 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.069,92 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 166,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,87 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 157,79 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 167,47 / cx

Exportação

Acordo Mercosul-UE deve ampliar exportações agropecuárias do Brasil

Acordo Mercosul-UE deve ampliar exportações agropecuárias do Brasil

O Brasil deverá liderar a ocupação das cotas de exportação agropecuária do Mercosul para a União Europeia previstas no acordo finalizado na última sexta-feira (6/12). Essa parceria é vista como uma oportunidade para expandir a presença comercial brasileira no continente europeu e impulsionar o agronegócio nacional.

Projeções econômicas e impacto no setor agropecuário

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o acordo poderá gerar um aumento de 2% na produção do agronegócio brasileiro, resultando em um incremento de US$ 11 bilhões entre 2024 e 2040. Setores como carnes suínas e de aves, pescados, óleos vegetais e pecuária devem ser os principais beneficiados.

“O Brasil já é o maior exportador de produtos agropecuários para a União Europeia. Esse acordo é um marco que fortalece nossa posição e cria novas oportunidades”, afirmou Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura.

Medidas de proteção e desafios

Embora o acordo traga vantagens significativas, o governo brasileiro pretende monitorar possíveis impactos em setores sensíveis, como queijos, vinhos e chocolates europeus. Segundo o secretário, serão avaliadas medidas de fortalecimento das cadeias nacionais, mas sem comprometer o livre comércio.

Entre as condições do tratado, destaca-se a eliminação gradual de tarifas para vinhos e espumantes, bem como o reconhecimento de 37 indicações geográficas brasileiras, como o Café da Alta Mogiana e a Cachaça de Salinas.

Competitividade e novos mercados

O Ministério da Agricultura ressaltou que o pacto não apenas facilita o acesso ao mercado europeu, mas também fortalece a competitividade do Brasil no cenário global. Além disso, pode abrir portas para negociações com novos mercados, consolidando o país como líder na segurança alimentar mundial.

“O acordo demonstra que o Mercosul permanece vivo e forte, reforçando a imagem do Brasil como parceiro confiável no comércio global”, destacou Luis Rua.

Próximos passos

Apesar de o acordo ainda não significar exportações imediatas com redução tarifária, o governo espera que o processo de ratificação avance rapidamente. A expectativa é que as medidas comerciais entrem em vigor a partir de 2025, consolidando um novo patamar de integração entre os blocos.