Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,78 / kg
Soja - Indicador PRR$ 120,86 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 126,43 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,54 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,69 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,81 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 157,42 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 160,54 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 175,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 177,63 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,16 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 169,12 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,97 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,18 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,46 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 166,89 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 152,25 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 157,79 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 167,47 / cx

Integração Comercial

Crise no Mercosul

<p>Atritos marcam reunião de cúpula do Mercosul. Chanceler do Paraguai diz estar desiludido com o bloco por causa das medidas protecionistas.</p>

Sem ter o que comemorar em matéria de aprofundamento da integração, a reunião dos ministros do Mercosul foi palco ontem (23/07) de um enfrentamento entre o Paraguai e a Argentina. O chanceler do Paraguai, Hector Lacognata, denunciou o aumento da desilusão em torno do Mercosul por causa das medidas protecionistas adotadas, e declarou que o bloco vive um “momento muito grave” e está em “estado terminal”.

Ironicamente, o governo paraguaio foi o principal responsável pelo bloqueio de duas medidas consideradas essenciais para aprofundar a integração – a adoção do Código Aduaneiro Comum e a eliminação da dupla cobrança da Tarifa Externa Comum (TEC) – em dezembro passado. Sob a presidência temporária paraguaia do bloco, que termina hoje, a negociação de novas versões desses acordos não evoluiu.

A Argentina reagiu de forma dura ao Paraguai, enquanto o Brasil se manteve afastado dessa discussão.

O secretário de Relações Econômicas da chancelaria argentina, embaixador Alfredo Chiaradia, advertiu que declarações sobre fracassos tendem a se transformar em “profecias autorrealizadas” e responsabilizou, indiretamente, o Paraguai pelos atrasos na agenda do Mercosul.

“Nenhum país pode transferir a responsabilidade pela falta de avanço no Mercosul aos demais”, rebateu o embaixador argentino. “(Um país) não pode pretender que os demais sócios se acomodem às suas posições”, afirmou.

Coube ao Uruguai, que assume a presidência do Mercosul amanhã, acomodar a questão. Em sua lista de prioridades para este semestre, os uruguaios afirmaram que vão atacar os dois acordos pendentes e que, se não obtiver avanços, Montevidéu vai negociar bilateralmente com o Brasil o fim da dupla cobrança da TEC.

O Ministério da Fazenda brasileiro defende essa saída bilateral, como forma de superar aos obstáculos do Paraguai, e propõe que o Brasil comece essa negociação pela Argentina.

Essa alternativa bilateral, entretanto, embute a impossibilidade de o Mercosul reforçar, como bloco coeso, sua própria consistência.