
A Semana Estadual da Suinocultura começa neste domingo (27) em Mato Grosso do Sul, com uma série de ações voltadas à valorização da atividade do suinocultor. O evento, que se estende até 2 de agosto, inclui palestras, campanhas educativas e debates técnicos. O setor no estado vive um momento de expansão, com uma produção de 315 mil toneladas em 2024 e previsão de atingir um crescimento de 10% em 2025.
Dados da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação) indicam que há quase 300 granjas em operação, com mais de 119 mil matrizes ativas. Em 2024, foram abatidos 3,39 milhões de suínos, movimentando 129 empresas e gerando aproximadamente 32 mil empregos diretos.
Renato Câmara, idealizador da proposta que incluiu a data no calendário oficial do estado e que coincide com o Dia Nacional do Suinocultor, afirmou que “a suinocultura é um dos pilares da economia de Mato Grosso do Sul. Nosso trabalho é garantir que o setor continue crescendo com inovação, infraestrutura e políticas que deem segurança ao produtor e consolidem o Estado como referência nacional”.
A força da atividade vai além dos números, refletindo-se no avanço tecnológico e no rigor sanitário que transformaram Mato Grosso do Sul em referência nacional. Exemplos disso são a implantação da primeira central de sêmen suíno do Centro-Oeste, com capacidade para atender 120 mil matrizes por ano, e o programa Leitão Vida, que já destinou cerca de R$ 59 milhões a produtores. No campo da sanidade, a Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) concluiu recentemente o quarto ciclo do Plano Integrado de Vigilância em Doenças dos Suínos, reforçando a credibilidade sanitária do estado.
A Frente Parlamentar da Suinocultura, criada em 2019 na Assembleia Legislativa e coordenada por Renato Câmara, acumulou conquistas importantes. Entre elas, destacam-se a articulação para melhorias em estradas vicinais com recursos do Fundersul (Fundo de Desenvolvimento do Sistema Rodoviário do Estado do Mato Grosso do Sul), o incentivo à adoção de energia fotovoltaica nas granjas e a criação de um canal permanente de diálogo com a concessionária elétrica para garantir maior estabilidade no fornecimento. A Frente também esteve à frente das discussões que viabilizaram a central de sêmen e participou da defesa de incentivos fiscais que reduziram custos aos produtores.











