Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,43 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,44 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,45 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,76 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,25 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,15 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,14 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,16 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,36 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.178,26 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.054,59 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 142,31 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Internacional

ABCS lidera Missão de Negócios aos EUA em busca de mais conhecimento para fortalecer a suinocultura brasileira

ABCS lidera Missão de Negócios aos EUA em busca de mais conhecimento para fortalecer a suinocultura brasileira

A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) organizou uma missão de negócios aos Estados Unidos para conhecer inovações e práticas de referência na cadeia produtiva da suinocultura do terceiro maior produtor de carne suína do mundo. A viagem começou em 13 de setembro, passando por diversos pólos estratégicos da produção suinícola norte-americana, oferecendo aos participantes uma visão aprofundada do setor.

Liderada por representantes da ABCS e com a participação da Agroceres Pic, uma empresa de genética parceira da ABCS e Empresa Amiga da Suinocultura, a missão incluiu a participação da presidência e diretoria da associação, além de conselheiros da ABCS. A missão de negócios representou uma oportunidade única para os produtores brasileiros conhecerem as melhores práticas e inovações do setor em um dos maiores mercados globais de carne suína. O objetivo foi conhecer o processo produtivo dos suinocultores americanos, a comunicação com o consumidor, o trabalho do varejo e também da Associação local para buscar tendências que possam ser utilizadas para inovar ainda mais a cadeia de suínos no Brasil, e continuar a missão de tornar o país um dos top 3 protagonistas mundiais do setor.

Ao longo da viagem, os participantes puderam analisar como a proteína é produzida e ofertada em um mercado altamente competitivo, além de estabelecer contatos estratégicos com organizações que lideram a cadeia produtiva.

Agenda da Missão

A missão teve início no estado de Indiana, onde os participantes conheceram a  Fair Oaks Farm, uma das maiores operações agrícolas do país, dedicada à produção sustentável e à educação sobre produção de alimentos. A fazenda funciona como um “museu vivo” da agricultura, oferecendo aos visitantes uma experiência imersiva nas práticas sustentáveis da produção de leite e carne suína. Também foi realizada uma apresentação da Belstra Milling, empresa referência na produção de rações de alta qualidade para animais, incluindo suínos.

Após a passagem por Indiana, o grupo seguiu para Chicago, Illinois, um dos principais centros financeiros dos Estados Unidos. Na cidade, os participantes conheceram redes de varejo como Whole Foods, Trader Joe’s, Walgreens, Walmart e Best Buy, para entender como a carne suína é disponibilizada e comunicada ao consumidor americano. Outro destino conhecido foi Macomb, Illinois, onde os participantes visitaram a Carthage System, uma operação que controla cerca de 180 mil matrizes, sendo uma das maiores concentrações de suínos dos Estados Unidos, visitando instalações produtivas e tecnológicas que contribuem para a economia local. 

A missão também passou por Coralville e Des Moines, no estado de Iowa, para encontros com representantes do National Pork Producers Council (NPPC), uma associação de produtores americanos, que trabalha com a promoção, pesquisa e educação no setor suinícola. Lá eles entenderam como funciona o modelo de gestão utilizado para atender os produtores americanos e a arrecadação do Pork Checkoff, o “Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS) americano”. Na ocasião a ABCS apresentou o trabalho feito pela associação, especialmente no incentivo ao consumo, que foi bastante elogiado. 

Marcelo Lopes, presidente da ABCS, explica que durante a viagem conseguiram compreender mais sobre a produção americana, que é um grande exemplo mundial. “Observamos aspectos muito positivos, como a infraestrutura, as instalações, o escoamento da produção e a produção de grãos, mas também identificamos alguns desafios, como as dificuldades sanitárias e a estagnação do consumo. Esse intercâmbio é de extrema importância, pois queremos compartilhar esse conhecimento com as demais lideranças da suinocultura, permitindo que todos conheçam a realidade de outros países. Também tivemos a oportunidade de conhecer a Associação Americana, que reforçou que estamos no caminho certo, mas que precisamos intensificar nossa arrecadação. Vimos uma suinocultura de nível mundial e levaremos conosco informações valiosas para todo o Sistema ABCS. Estamos voltando com dados cruciais para dar continuidade ao excelente trabalho que tem sido realizado,” conta.

E para Alexandre Rosa, Diretor Presidente da Agroceres PIC, a viagem foi extremamente produtiva. “Iniciamos nossa jornada visitando a Fair Oaks, um projeto incrível que traz transparência e visibilidade para a produção de suínos perante a sociedade. Achei sensacional, pois desmistifica a produção e nos mostra que a suinocultura, em escala mundial, é conduzida com grande cuidado e responsabilidade no trato com os animais. Observamos também alguns desafios sanitários que, felizmente, não enfrentamos no Brasil. Ainda assim, eles mantêm índices de produtividade muito interessantes, o que é admirável. Finalizamos a visita na NPPC, e foi extremamente positivo. Percebemos que os desafios enfrentados por eles são muito semelhantes aos nossos, assim como as oportunidades. O modelo de arrecadação deles, composto por uma parte compulsória e outra voluntária, resulta em uma receita significativamente maior. Isso nos faz refletir sobre como, no Brasil, conseguimos fazer muito com menos recursos. Contudo, fica a mensagem de que seria muito interessante se mais empresas se juntassem ao FNDS, pois todo o investimento realizado retorna com muito sucesso”, conclui.