Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,50 / kg
Soja - Indicador PRR$ 135,60 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 141,01 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,86 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,43 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,27 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,35 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,30 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 105,01 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 111,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 117,22 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 123,24 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 98,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 110,15 / cx
Frango - Indicador SPR$ 8,12 / kg
Frango - Indicador SPR$ 8,14 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.182,19 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.046,01 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 108,96 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 100,66 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 111,98 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 126,19 / cx

política

Senado aprova urgência para votação do Marco Temporal

Senado aprova urgência para votação do Marco Temporal

Placar da votação evidencia a influência da bancada ruralista e sinaliza que o governo pode enfrentar dificuldades para rejeitar a proposta

O Senado Federal aprovou, com 41 votos a favor e 20 contrários, um pedido de urgência para que o projeto de lei que estabelece o marco temporal na demarcação de terras indígenas seja discutido no plenário da Casa. Como resultado, os senadores analisarão a proposta ainda nesta quarta-feira, 27, em uma questão de grande relevância para a bancada ruralista.

O senador Marcos Rogério (PL-RO), relator da matéria no Senado, emitiu um parecer desfavorável às novas emendas, mantendo o texto que foi aprovado mais cedo na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado.

O placar da votação evidencia a influência da bancada ruralista e sinaliza que o governo pode enfrentar dificuldades para rejeitar a proposta. Caso o projeto seja aprovado sem alterações em relação ao texto da Câmara, ele seguirá para a sanção presidencial, a cargo do presidente Lula (PT).

O relatório do senador é favorável à tese do marco temporal. Conforme essa abordagem, os povos indígenas teriam direito à demarcação das terras que ocupavam no momento da promulgação da Constituição Federal de 1988.

Em maio, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto por 283 votos a 155. No entanto, na semana passada, o Supremo Tribunal Federal (STF) declarou a tese do marco temporal inconstitucional. Ao julgar um caso em Santa Catarina, a maioria dos ministros do STF, com 9 votos a favor e 2 contra, considerou a interpretação inconstitucional e prejudicial aos direitos dos povos indígenas.

Além da tese do marco temporal, o relatório aprovado pelos senadores também contempla medidas polêmicas, como a flexibilização da política de não contato com povos indígenas isolados, permitindo que entidades privadas interajam com essas comunidades para fins de utilidade pública. Outro ponto controverso envolve a autorização para atividades de garimpo e o cultivo de transgênicos em terras indígenas, bem como a celebração de contratos entre indígenas e não indígenas para a exploração de atividades econômicas em territórios tradicionais.