Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,43 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,44 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 130,59 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,45 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,76 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,25 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,15 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,14 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,16 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,36 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,85 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 135,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,64 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,27 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,97 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,34 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,41 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.178,26 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.054,59 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 142,31 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,14 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Reconhecimento

Suinocultura de Mato Grosso do Sul ganha projeção internacional com status sanitário e avanço nas exportações

Descubra como a suinocultura de Mato Grosso do Sul se destaca internacionalmente com seu status sanitário e crescimento nas exportações

Suinocultura de Mato Grosso do Sul ganha projeção internacional com status sanitário e avanço nas exportações

O reconhecimento do Brasil como área livre de febre aftosa sem vacinação, oficializado em 2025, elevou a suinocultura de Mato Grosso do Sul a um novo patamar de visibilidade e competitividade no cenário internacional. Ao integrar esse seleto grupo sanitário, o estado reforça a confiança dos importadores e amplia o acesso a mercados cada vez mais exigentes, movimento que já se reflete de forma concreta nos indicadores da cadeia suinícola.

Somente em novembro, Mato Grosso do Sul exportou 1,84 mil toneladas de carne suína in natura, com receita de US$ 4,49 milhões. No acumulado de janeiro a novembro, os embarques alcançaram 20,7 mil toneladas, gerando US$ 49,2 milhões em vendas externas, crescimento de 11,76% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números confirmam o fortalecimento da presença do estado no comércio internacional de proteína animal.

Para a consultora de economia da Famasul, Eliamar de Oliveira, o novo status sanitário atua como um selo de confiança junto aos mercados compradores. Segundo ela, a certificação amplia o valor estratégico da produção sul-mato-grossense e consolida a imagem de segurança sanitária do estado no cenário global. “A certificação representa uma oportunidade relevante de mercado, mas também um compromisso de toda a cadeia produtiva. Manter elevados padrões de biosseguridade e gestão sanitária passa a ser essencial para sustentar esse patamar”, avalia.

O avanço sanitário ocorre em um contexto de crescimento consistente da produção. Em novembro, os frigoríficos de Mato Grosso do Sul registraram o abate de 311,1 mil suínos, alta de 4,96% em comparação com o mesmo mês de 2024. O resultado reforça o dinamismo da suinocultura estadual e a capacidade do setor de atender às exigências técnicas e sanitárias dos mercados internacionais.

Para garantir competitividade e permanência nesses destinos, a profissionalização das granjas segue como um ponto central. A consultora técnica da Famasul, Fernanda Lopes, destaca que práticas rigorosas de biosseguridade são fundamentais nesse novo cenário, incluindo controle de acesso, manejo do trânsito de pessoas e veículos, planos de contingência e monitoramento permanente do plantel. Essas medidas, segundo ela, são decisivas para reduzir riscos sanitários e manter o acesso a mercados estratégicos como Singapura, Filipinas e Emirados Árabes Unidos.

Fernanda ressalta ainda que, embora o status sanitário fortaleça a imagem da suinocultura brasileira, ele não atua de forma isolada na valorização recente do suíno vivo. “A oferta equilibrada, a demanda firme e o bom desempenho das exportações foram determinantes para a sustentação dos preços. O status sanitário contribui de forma indireta, ao manter mercados abertos e reforçar a confiança dos compradores”, explica.

Mais exposto às oportunidades e às exigências globais, o setor entra em um ciclo contínuo de modernização. O novo patamar sanitário impõe normas mais rigorosas, intensifica a vigilância e eleva o padrão produtivo em toda a cadeia. “A certificação reforça o compromisso do estado com a qualidade, fortalece a credibilidade da suinocultura de Mato Grosso do Sul e consolida sua posição entre os principais polos exportadores do país”, conclui a consultora.

Referência: Gazeta