
A suinocultura da Alemanha, tradicionalmente o carro-chefe da pecuária no país, encerrou 2025 com um cenário financeiro desafiador. Segundo estimativas preliminares do Centro Federal de Informação Agrícola (BZL), o setor registrou um valor total de produção de € 7,7 bilhões, uma queda expressiva de quase 9% em comparação a 2024.
O recuo ocorreu na contramão do agronegócio alemão em geral, que bateu recordes de faturamento impulsionado principalmente pelos laticínios.
A desvalorização é explicada pela dinâmica de preços: o valor pago pelo suíno para engorda caiu pouco mais de 11% no ano passado. Ironicamente, a produção física cresceu. Com a estabilização da população suína e o aumento do peso médio de abate, a oferta de carne suína alemã subiu cerca de 3%.
Esse volume extra doméstico substituiu importações, mas pressionou as cotações internas, corroendo a rentabilidade dos produtores.
Dados da organização de produtores ISN revelam uma mudança estrutural profunda. Enquanto o número de granjas continua diminuindo (consolidação), o rebanho está crescendo em estados-chave como Renânia do Norte-Vestfália e Brandemburgo.
Um dado que chama a atenção é o aumento de 2% a 3% no número de matrizes em nível nacional. Isso sugere que, apesar da queda na receita atual, os grandes produtores que permanecem na atividade estão investindo na expansão da capacidade produtiva, apostando em ganho de escala para sobreviver às margens mais apertadas.
Referência: Pig Progress











