
Uma força-tarefa composta pela Defesa Agropecuária, Polícia Civil e Vigilância Sanitária desmantelou, um esquema industrial de abate clandestino em Hortolândia, na região de Campinas.
A operação expôs um cenário de horror sanitário: 4 toneladas de carne (aves e suínos) armazenadas irregularmente, prontas para serem vendidas ao consumidor final, foram apreendidas e destruídas.
O local funcionava como um abatedouro “fantasma” de grande porte. A presença de 20 refrigeradores lotados indica uma escala de produção diária incompatível com um fundo de quintal, sugerindo uma rede de distribuição robusta para comércios locais.
As aves, majoritariamente de descarte (poedeiras velhas), chegavam sem rastreabilidade sanitária e eram abatidas em condições precárias, sem respeito às normas de bem-estar animal ou higiene básica. Vísceras e resíduos eram despejados a céu aberto, criando um foco de contaminação ambiental e biológica.
Além do risco direto de intoxicação alimentar, a operação revelou a mistura perigosa de carnes: cortes suínos sem origem comprovada estavam estocados junto às aves em embalagens rompidas e sem validade. Os responsáveis foram presos em flagrante e responderão por crime contra a saúde pública, contra as relações de consumo e furto de energia elétrica.
O Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP) emitiu um alerta enfático: apenas o selo de inspeção garante a inocuidade. Em tempos de Gripe Aviária e Peste Suína circulando o mundo, consumir ou comercializar carne clandestina não é apenas um ilícito fiscal, é uma roleta russa biológica.
Referência: Gov











