
A suinocultura alcançou ganhos de produtividade notáveis nas últimas três décadas, com matrizes desmamando até 40 leitões por ano. No entanto, esse aumento na produtividade tem sido acompanhado por um crescimento constante da mortalidade das matrizes. Nos Estados Unidos, por exemplo, mais de 56% das perdas por morte de matrizes são atribuídas a problemas de claudicação e prolapsos, condições diretamente influenciadas pela dieta e que representam uma perda anual de mais de US$ 500 milhões, sem contar os animais abatidos prematuramente.
A maior prolificidade das matrizes exige mais cálcio e fósforo na dieta, tanto na gestação quanto na lactação, para o crescimento fetal e a produção de leite. Contudo, as recomendações nutricionais de cálcio e fósforo não foram ajustadas para os genótipos modernos, e a pesquisa sobre as necessidades minerais desses animais é limitada.
Requisitos Nutricionais em Diferentes Fases
Marrãs em desenvolvimento: As necessidades de suínos para abate estão bem estabelecidas. Mas para as marrãs em desenvolvimento, as necessidades de cálcio digestível total padrão (DTTP) e fósforo DTTP podem ser maiores, com uma proporção diferente entre os dois minerais. Acredita-se que as necessidades calculadas para marrãs em desenvolvimento resultariam em animais com o máximo de cinzas ósseas no momento da reprodução.
Matrizes gestantes: As necessidades de cálcio e fósforo de matrizes gestantes são a soma das necessidades de manutenção e do crescimento materno, placentário e fetal. As necessidades de manutenção podem ser estimadas a partir da perda endógena de cálcio e fósforo. As necessidades de crescimento materno são calculadas com a premissa de que as matrizes ganharão 25 kg por ciclo reprodutivo, além dos ganhos associados ao concepto. As necessidades minerais para o crescimento fetal aumentam ao longo da gestação, sendo menores antes do dia 70 e aumentando gradualmente em direção ao parto.
Matrizes lactantes: As necessidades de cálcio e fósforo das matrizes lactantes são determinadas principalmente pelas necessidades de manutenção e pelos requisitos de produção de leite. A perda endógena de cálcio é estimada em 1.000 mg por kg de matéria seca ingerida, enquanto a de fósforo é de 500 mg por kg. As necessidades de cálcio e fósforo para a produção de leite dependem da produção diária de leite e das concentrações presumidas dos minerais no leite, que apresentam uma variação surpreendente entre os experimentos.
Conclusão e Próximos Passos
Embora existam fortes evidências científicas para o cálculo das necessidades de marrãs em desenvolvimento, os cálculos para matrizes gestantes e lactantes se baseiam em várias premissas. Portanto, é necessária uma validação dos números calculados. Dada a importância do cálcio e do fósforo na redução da claudicação, prolapsos e mortalidade de matrizes, esta é uma área que exige maior atenção e pesquisa para garantir o bem-estar animal e a sustentabilidade econômica da suinocultura.
Referência: Pig Progress











