
A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) oficializou, na última sexta-feira (09), a posse de sua nova diretoria para o quadriênio. Sob a liderança do presidente reeleito Losivanio Luiz de Lorenzi, a entidade assume o mandato com um peso geopolítico inédito: Santa Catarina é hoje a responsável por colocar o Brasil como o 3º maior exportador mundial de carne suína (superando o Canadá em 2024), respondendo sozinha por mais de 50% dos embarques nacionais.
Em seu discurso, Losivanio deixou claro que a prioridade absoluta da gestão é a biosseguridade. “É a sanidade que nos mantém competitivos e confiáveis no mundo”, destacou o presidente. Com o mercado internacional aberto e dependente da proteína catarinense (único estado livre de Aftosa sem vacinação), qualquer falha sanitária seria catastrófica. A estratégia da ACCS será blindar o rebanho contra ameaças externas enquanto trabalha em conjunto com indústrias e cooperativas para ampliar mercados.
Essa obsessão sanitária ganha relevância estratégica imediata diante do anúncio feito nesta segunda-feira (12) sobre o Acordo Mercosul-União Europeia. Com a abertura inédita de uma cota de 25 mil toneladas para carne suína com tarifa preferencial, Santa Catarina desponta como o candidato natural para preencher esse volume.
Por possuir o status sanitário mais elevado do país e um sistema de rastreabilidade consolidado, o estado larga na frente para atender às exigências europeias, validando a tese da ACCS de que a saúde do rebanho é o passaporte para os mercados mais valiosos do mundo.
A nova gestão também traz um foco renovado em tecnologia e inteligência artificial, buscando atrair novas lideranças e modernizar a gestão das granjas para garantir a sustentabilidade econômica do produtor. A continuidade do trabalho de Losivanio sinaliza ao mercado estabilidade e compromisso com o rigor técnico que transformou o estado em referência global.
Referência: ACCS











