
A suinocultura brasileira amanheceu nesta terça-feira (06) fazendo contas. O governo do México publicou as novas regras para importação de carnes em 2026, estabelecendo uma cota de isenção tarifária de apenas 51 mil toneladas para a carne suína.
Todo volume que ultrapassar esse limite será taxado com uma alíquota de 16%. A medida vale para países sem acordo de livre comércio, grupo no qual o Brasil figura como principal fornecedor.
O grande desafio é que a cota estipulada é inferior ao patamar atual de comércio. Dados do Ministério da Agricultura mostram que, apenas entre janeiro e novembro de 2025, os frigoríficos brasileiros embarcaram 74,2 mil toneladas de carne suína para o mercado mexicano (faturamento de US$ 181,4 milhões).
Ou seja, se o ritmo de vendas se mantiver, a cota de isenção será consumida rapidamente, e cerca de um terço do volume exportado (ou mais) terá que pagar o imposto de 16% para entrar no país.
Apesar do aperto na margem, o setor mantém o otimismo quanto à manutenção dos negócios. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) avalia que a tarifa de 16% retira competitividade, mas “não torna proibitivo o comércio”, dado o forte apetite mexicano.
A entidade destaca que os embarques cresceram mais de 70% no último ano, comprovando que o produto brasileiro já está consolidado na preferência dos importadores locais, mesmo com barreiras tarifárias parciais. Além dos suínos, o México também definiu uma cota de 70 mil toneladas para carne bovina (com tarifa excedente de 20%) e revogou a isenção para arroz em casca.
Referência: Valor Econômico











