
A suinocultura de precisão está mudando a estratégia de guerra contra um inimigo antigo: o rotavírus. Especialistas alertam que o modelo reativo, focado em tratar surtos de diarreia quando eles já ocorreram, tornou-se obsoleto e ineficiente. A nova diretriz para 2026 é a prevenção agressiva, baseada em um tripé de biossegurança rigorosa, vacinação estratégica de matrizes e gestão de dados.
O alerta principal é sobre o uso de medicamentos: antibióticos não combatem vírus. Pior, seu uso indiscriminado destrói a flora intestinal benéfica dos leitões, enfraquecendo o sistema imunológico justamente na janela crítica de 2 a 7 dias de vida.
A solução começa na limpeza da maternidade. Não basta lavar; é preciso remover biofilmes com desengordurantes, usar água quente para desnaturar o vírus e alternar desinfetantes para evitar resistência. O objetivo é tornar o ambiente hostil ao patógeno, limpando inclusive cantos e partes inferiores das gaiolas.
No front imunológico, a vacinação pré-parto da porca é insubstituível. Ela garante que o colostro seja uma “bomba” de anticorpos maternos. A técnica antiga de “feedback” (exposição natural) é considerada errática e menos confiável que as vacinas modernas. Além disso, devido à alta capacidade de mutação do rotavírus, recomenda-se diagnósticos sequenciais a cada 3 a 6 meses para identificar a cepa circulante e, se necessário, produzir vacinas autógenas.
Por fim, o manejo de pessoas é tão vital quanto o de animais. Treinar a equipe para trocar luvas entre ninhadas, monitorar dados de diarreia por porca e evitar a adoção cruzada sem critério são ações de baixo custo que impactam diretamente o ROI (Retorno sobre Investimento) da granja.
Referência: Pork Business












