
O interesse em soluções fitobióticas (derivadas de plantas) na nutrição suína está crescendo na Rússia. A tendência é impulsionada pela implementação de regras mais rigorosas sobre o uso de antibióticos na pecuária desde março de 2025. As novas normas veterinárias exigem prescrição ou autorização especial para a produção e venda de ração com agentes antimicrobianos, o que tem gerado dificuldades de adaptação nas granjas.
Maia Rumyantseva, analista independente da indústria suína, destacou à publicação Agroinvestor que o uso de aditivos fitobióticos é uma solução viável, observando um aumento na produtividade, redução no consumo alimentar e melhoria na segurança do rebanho. No entanto, ela alertou que tratar os fitobióticos como uma alternativa absoluta aos antibióticos deve ser encarado com cautela, já que a eficácia no controle da microflora patogênica depende de inúmeros fatores.
Tipos e Eficácia dos Fitobióticos
Eva Suika, diretora comercial da Liptoza, explicou que dois tipos de fitobióticos são utilizados na criação de suínos:
- Modo de Ação Geral: Usados para melhorar a saúde geral dos suínos, atuando como substitutos eficazes para antibióticos promotores de crescimento.
- Ação Específica: Projetados para resolver problemas de saúde específicos, como ileíte, disenteria ou clostridiose.
No segundo caso, Suika afirmou que não é possível garantir 100% de eficácia, uma vez que o resultado final depende de fatores como a presença de doenças concomitantes, a carga infecciosa, o estado geral de saúde dos animais e o manejo, situação semelhante à do uso de antibióticos.
As granjas de suínos na Rússia estão intensificando os experimentos com fitobióticos para controlar bactérias e se adequar às novas exigências regulatórias.
Referência: Pig Progress











