Entenda como a soja pode ajudar na luta contra a PRRS em suínos. Benefícios provados por estudos recentes
Estudos confirmam que a soja ajuda a reduzir mortalidade por PRRS em suínos

A luta contra a Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína (PRRS) ganhou um novo aliado estratégico: o farelo de soja. Pesquisas recentes da Universidade de Illinois, lideradas pela Dra. Brooke Smith e pelo professor Ryan Dilger, revelam que compostos bioativos presentes na soja, especificamente isoflavonas e saponinas, desempenham um papel crucial na resposta imunológica dos suínos, reduzindo a carga viral e a mortalidade em até 50% durante surtos da doença.
O estudo, que partiu da observação de que suínos alimentados com farelo de soja performavam melhor sob desafio sanitário do que aqueles que recebiam lisina purificada, focou em isolar os efeitos dos metabólitos secundários da oleaginosa. Os resultados foram claros: embora o impacto no ganho de peso final tenha sido mínimo, a resposta clínica à infecção foi transformada. “Observamos uma estabilização na mortalidade no grupo tratado com isoflavonas, enquanto o grupo de controle positivo continuou apresentando óbitos”, explicou Smith, atual líder em nutrição veterinária da Cargill Animal Nutrition.
A chave para o benefício está na modulação da inflamação e na aceleração da recuperação. Dilger destaca que os suínos suplementados eliminaram o vírus da PRRS mais rapidamente, o que reduziu a inflamação sistêmica e permitiu que os animais voltassem a se alimentar mais cedo. “Se um animal não consegue se recuperar […] a mortalidade é sempre uma possibilidade”, alertou o professor, comparando a nutrição com soja a um “seguro antecipado” contra problemas respiratórios.
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Além do benefício direto na saúde, a pesquisa modelou o impacto econômico. Mesmo que os suínos recuperados tenham sofrido alguma penalização por peso no abate, o simples fato de chegarem ao mercado gerou um aumento projetado de 30% na receita. Diante da prevalência da PRRS e dos preços atuais da soja, os especialistas incentivam os produtores a repensarem o uso do farelo, não apenas como fonte de proteína, mas como uma ferramenta proativa de saúde.
Referência: Pork Business





















