Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 67,04 / kg
Soja - Indicador PRR$ 124,25 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,71 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,68 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,92 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 7,60 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,66 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,72 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,74 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,69 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 136,32 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,73 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 129,10 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,25 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.185,27 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.053,84 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 144,84 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 120,72 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 123,25 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 135,43 / cx

Pesquisa

Estudo propõe redução de proteína bruta para diminuir estresse térmico em suínos

Saiba mais sobre como a redução de proteína bruta pode ser uma solução para o estresse térmico em suínos no Brasil

Estudo propõe redução de proteína bruta para diminuir estresse térmico em suínos

Enquanto o mercado externo reaquece com a volta da China, o produtor brasileiro enfrenta um inimigo interno silencioso e caro: o clima. Um novo levantamento aponta que o estresse térmico já causa prejuízos anuais estimados entre R$ 2 bilhões e R$ 3 bilhões à suinocultura nacional. Nos EUA, as perdas somaram US$ 400 milhões em 2024.

O alerta vem do professor Bruno Silva, especialista em bioclimatologia da UFMG, que aponta o ambiente térmico como o principal fator limitante da produção moderna. O problema é biológico: suínos têm poucas glândulas sudoríparas e uma zona de conforto estreita (16°C a 21°C para matrizes). Com as mudanças climáticas intensificando as ondas de calor, e as fêmeas modernas sendo mais produtivas (o que gera mais calor metabólico natural), o animal entra em colapso, reduzindo o consumo de ração.

O pesquisador detalhou o mecanismo fisiológico por trás desse prejuízo econômico: em situações de calor extremo, o organismo do suíno redireciona o fluxo sanguíneo dos órgãos internos para a pele na tentativa de dissipar temperatura. Esse processo causa uma isquemia no trato gastrointestinal, reduzindo a oxigenação e levando à chamada “síndrome do intestino permeável” (leaky gut).

Com a barreira intestinal comprometida, endotoxinas entram na corrente sanguínea, ativando o sistema imunológico desnecessariamente e desviando a energia que deveria ser usada para a produção de leite ou ganho de peso.

A solução, segundo o pesquisador, passa por uma reengenharia da dieta. É preciso reduzir o “efeito termogênico” da alimentação, ou seja, formular rações que gerem menos calor durante a digestão. A estratégia envolve baixar os níveis de proteína bruta e utilizar aditivos específicos para manter a homeostase.

Referência: Compre Rural