
Uma barreira histórica no consumo de proteínas está a cair. Um novo estudo da consultoria Circana, encomendado pela PIC (empresa líder em genética suína), revela que os consumidores, especialmente os norte-americanos, estão cada vez mais abertos a comprar carne de suínos geneticamente editados. O principal motor para essa aceitação não é a tecnologia em si, mas o benefício para a saúde: a redução da necessidade de antibióticos na criação dos animais.
A pesquisa, realizada no outono de 2025 com mais de 5.000 pessoas em oito países, mostrou que a familiaridade com o tema disparou. Nos EUA, 57% dos entrevistados já conhecem a tecnologia de edição genética (contra 37% em 2024).
Quando o benefício de “menos antibióticos” é apresentado, a disposição de compra atinge impressionantes 94%. Staci Covkin, diretora da Circana, destaca que a categoria se posiciona nos quintis superiores de intenção de compra, indicando um potencial comercial real e não apenas teórico.
Contudo, o consumidor impõe condições claras para colocar esse produto no carrinho. A primeira é a transparência: 70% exigem que as embalagens informem claramente sobre a tecnologia usada. A segunda é a segurança regulatória, com 84% considerando a aprovação do FDA (agência reguladora dos EUA) fundamental.
Por fim, o fator preço: embora aceitem a tecnologia, 46% afirmam que não estão dispostos a pagar mais caro por ela. Ou seja, a edição genética é vista como uma evolução necessária da segurança alimentar, e não como um item de luxo.
Referência: Pig World












