
No oeste do Paraná, a cidade de Toledo consolida-se como o epicentro da suinocultura nacional. Com mais de 950 mil suínos (uma média de quase 6 animais por habitante), o município lidera o ranking brasileiro de rebanho, superando com folga o segundo colocado, Uberlândia (MG).
Essa vocação, que gera 25 mil empregos e sustenta 37% da força de trabalho local, tem raízes históricas na colonização por gaúchos e imigrantes alemães/italianos, e hoje se moderniza com tecnologia de ponta e novas fontes de renda, como o biometano.
A força da cadeia produtiva local gira em torno da integração com grandes indústrias. A MBRF Global Foods (fusão BRF/Marfrig) mantém em Toledo sua segunda maior planta no Brasil, abatendo 7,5 mil suínos por dia e empregando 7 mil pessoas (muitos deles imigrantes haitianos e venezuelanos).
Cooperativas como Primato, Copacol e LAR também movimentam o setor. Contudo, o desafio da sucessão familiar e a busca por rentabilidade levaram a cidade a inovar: Toledo aprovou a primeira política pública municipal de biometano do Brasil, incentivando produtores a transformar dejetos em biocombustível para frotas locais, resolvendo o passivo ambiental e gerando receita extra.
A cultura do suíno extrapola a granja e domina a identidade da cidade, famosa pelo tradicional Porco no Rolete (cuja Festa Nacional reúne 15 mil pessoas e assa 300 animais). Personagens locais como “Mosquito”, dono do popular Boteco do Mosquito, encarnam essa hospitalidade que mistura agronegócio, gastronomia e turismo, atraindo visitantes de todo o país para provar a carne que move a economia da região.
Referência: The Agribiz












