Mato Grosso do Sul certificado como livre de Febre Aftosa beneficia a suinocultura

“Esse novo status sanitário não beneficia apenas a bovinocultura. Também cria oportunidades para a suinocultura de Mato Grosso do Sul, que agora poderá acessar mercados restritos, como o Japão, antes exclusivos de estados como Santa Catarina.” Foi o que disse o governador do Estado, Eduardo Riedel, após a certificação de MS livre de aftosa.
Autoridades de Mato Grosso do Sul receberam a certificação na França, na última quinta-feira (29), às 5h20 (horário de MS) e 11h20 (horário da França), durante a 92ª Sessão Geral da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), realizada em Paris.
Além de Mato Grosso do Sul, outros 20 estados brasileiros e o Distrito Federal também receberam o status sanitário durante o evento. Até então, apenas Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, Acre, Rondônia e partes do Amazonas e do Mato Grosso detinham esse reconhecimento.
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“É um dia muito feliz, histórico para todos nós, porque realmente desde 2005 que teve aquele foco de aftosa, foi uma longa trajetória para chegarmos hoje, 20 anos depois, com esse estado de livre de febre aftosa”, celebrou Riedel.
Aquidauana tem um motivo especial para esta celebração. O último foco de aftosa detectado no Estado, foi no município. Houve a necessidade de medidas drásticas, como o abate de animais e restrições de transporte animal.

Essa ocorrência teve sérias consequências para a produção e o comércio de carne bovina, inclusive com a proibição de importação de carne brasileira por alguns países.
O foco foi detectado na Vezozzo e a doença afetou grande número de animais, com 582 cabeças de gado sendo sacrificadas e enterradas na propriedade.
Foram tomadas medidas de controle para evitar a disseminação da doença, como o isolamento da área afetada, restrições ao trânsito de animais e produtos de origem animal, e vacinação.
O foco de aftosa em 2005 levou à interrupção de exportações de carne bovina para diversos países, causando prejuízos significativos à economia do estado e do país.
Fonte: SEMADESC





















