
O Canadá deu um passo histórico na biotecnologia animal. O governo canadense, através do Ministério da Saúde (Health Canada), da Agência de Inspeção de Alimentos (CFIA) e do Ministério do Meio Ambiente, aprovou oficialmente o uso de suínos geneticamente editados resistentes à Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína (PRRS) para consumo humano e fabricação de ração.
A tecnologia, desenvolvida pela PIC (Genus PLC), modifica o DNA do animal para torná-lo imune a uma das doenças mais devastadoras da suinocultura global. Após análises rigorosas, os reguladores concluíram que a carne desses suínos é “tão segura e nutritiva” quanto a convencional, e que os animais não representam riscos ambientais.
Por não haver diferença nutricional ou de segurança, não será exigida rotulagem especial para os produtos derivados desses animais.
O impacto vai além da sanidade. Todd Wilken, diretor da PIC, destaca o viés de sustentabilidade: a PRRS hoje obriga o uso intensivo de medicamentos. “Pesquisas indicam que a doença aumenta a necessidade de antibióticos em mais de duas vezes. Combater a PRRS via genética reduzirá esse uso e melhorará o bem-estar animal”, afirma.
Uma pesquisa da Circana realizada no final de 2025 mostrou que 90% dos consumidores canadenses comprariam essa carne, motivados principalmente pela redução no uso de antibióticos.
Com essa decisão, o Canadá se junta a um grupo seleto que já autorizou a tecnologia para consumo, incluindo EUA, Brasil, Colômbia e Argentina. No entanto, a PIC ressalta que a aprovação regulatória não significa início imediato das vendas: a empresa aguarda a harmonização com outros parceiros comerciais para proteger o comércio global antes da distribuição em larga escala.
Referência: Pork Business












