
A suinocultura brasileira amanhece com uma medalha de bronze no peito. Dados divulgados nesta quarta-feira (07) pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) confirmam que o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína em 2025, um recorde histórico que representa crescimento de 11,6% sobre o ano anterior.
Com esse desempenho, o país supera o Canadá e assume, pela primeira vez, o posto de terceiro maior exportador mundial da proteína.
O resultado foi impulsionado por um mês de dezembro fortíssimo, que viu os embarques saltarem 25,8% (137,8 mil toneladas). A receita anual acompanhou o ritmo, totalizando US$ 3,619 bilhões (+19,3%), evidenciando que o Brasil vendeu mais e melhor.
Outro ponto que merece destaque é a valorização do produto nacional no mercado externo. O fato de o crescimento da receita (19,3%) ter superado largamente o aumento do volume (11,6%) indica uma melhora significativa no preço médio da tonelada exportada.
Esse ganho de rentabilidade reflete a percepção de qualidade sanitária do Brasil, que se manteve livre das grandes crises de Peste Suína Africana (PSA) que afetaram concorrentes na Europa e na Ásia, tornando-se um “porto seguro” para compradores exigentes que buscam regularidade e segurança alimentar.
O grande destaque estratégico, porém, é a “troca de guarda” no topo da lista de clientes. As Filipinas consolidaram-se como o maior destino da carne suína brasileira, importando 392,9 mil toneladas (+54,5%) e desbancando a China, que reduziu suas compras em 33,9% (159,2 mil toneladas).
Ricardo Santin, presidente da ABPA, celebra essa mudança como a prova do sucesso da diversificação: o Brasil deixou de ser “China-dependente”, distribuindo volumes crescentes para mercados premium como Japão (+22,4%) e vizinhos como o Chile (+4,9%).
Referência: ABPA











