Alterações cutâneas podem indicar desde problemas superficiais até doenças sistêmicas, influenciando se a carcaça será liberada ou condenada
Agrimidia Descomplica: O que as lesões de pele em suínos revelam sobre a carne que chega ao consumidor?

Durante a inspeção post mortem em frigoríficos, a pele dos suínos pode se tornar um verdadeiro “mapa de sinais” para o médico-veterinário. O que parecem ser apenas manchas ou irritações superficiais podem revelar muito mais sobre a saúde do animal e até mesmo sobre a destinação da carne.
Segundo o Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal (RIISPOA), carcaças com sarnas em estágio avançado, sinais de caquexia — um quadro de emagrecimento extremo — ou inflamações que atingem a musculatura devem ser totalmente condenadas, sem possibilidade de aproveitamento.
Por outro lado, quando as alterações são mais leves, como eritemas, esclerodermia, urticárias, hipotricose cística ou dermatites superficiais, a carcaça pode ser liberada para consumo, desde que as áreas afetadas sejam removidas e que a musculatura esteja em condições normais.
Leia também no Agrimídia:
- •Toledo (PR) sedia o XX Encontro Regional da ABRAVES-PR: Ciência e Inovação na Suinocultura
- •Ásia redefine o comércio global de proteínas e amplia desafios estratégicos na revista Suinocultura Industrial de Fevereiro
- •Brasil conquista novos mercados e amplia oportunidades para exportação de carne suína processada
- •Registro genealógico avança na suinocultura brasileira e supera 340 mil emissões em 2025
Essa análise criteriosa demonstra como até detalhes aparentemente simples, como uma lesão na pele, podem levantar suspeitas importantes, funcionando como pistas para garantir a segurança alimentar e proteger a saúde do consumidor.
Atualizando dados.
















