
Uma inovação desenvolvida por pesquisadores da Universidade do Arkansas e da Universidade de Maryland (EUA) pode mudar a forma como a suinocultura lida com a dor e o manejo sanitário. Trata-se de um adesivo analgésico experimental com microagulhas, projetado para liberar medicamentos de forma lenta e indolor, substituindo as estressantes injeções diárias.
O projeto, financiado pelo USDA, surgiu como resposta às restrições da FDA sobre o uso de aspirina e à necessidade de melhorar o bem-estar animal pós-procedimentos como castração e corte de cauda. O adesivo, feito de material biodegradável (álcool polivinílico, colágeno e quitosana), contém 625 microagulhas que penetram apenas a camada superficial da pele, dissolvendo-se e liberando anti-inflamatórios (como flunixina) gradualmente.
O estudo também trouxe insights valiosos sobre a aplicação prática no dia a dia da granja. Os testes revelaram que o pescoço é o local ideal para a fixação do adesivo, apresentando absorção superior à da orelha devido à maior vascularização da área.
Além da eficiência, um ponto crucial observado foi a segurança: não houve reações adversas ou irritações na pele dos animais. Isso elimina o risco de danos à carcaça (como abcessos causados por agulhas sujas) e infecções secundárias, problemas comuns quando se exige injeções intramusculares repetidas.
Embora ainda seja uma “prova de conceito”, as concentrações do medicamento no sangue atingiram 2 microgramas/litro, abaixo do nível terapêutico ideal de 3 mg/litro, o estudo comprovou que a tecnologia funciona. “É um passo crucial. Podemos reduzir a dor e a febre para que os animais se sintam melhor e, consequentemente, produzam mais, sem o estresse da manipulação constante”, afirma Brian Payne, da Veterinary Pharmaceutical Solutions.
Referência: Pork Business












