A importância do Suinocultor independente, Losivanio de Lorenzi

No Brasil, temos alguns modelos de produção de suínos que fazem a diferença para que o nosso País seja um pujante produtor, não só para o mercado interno, mas também para a exportação.
O modelo que mais agrega produtores e número de matrizes é o modelo de integração, movido pelas grandes agroindústrias que fazem todo o papel de produção, onde os produtores entram com os investimentos nas instalações e a mão-de-obra e o restante fica por parte delas.
Não diferente, também é o modelo cooperativista, pois os cooperados fazem os investimentos nas instalações, a produção, mas sempre no guarda-chuva da cooperativa ao qual ele é cooperado. Um modelo muito importante é também o mercado de produtores independentes, pois estes, absorvem todos os riscos do mercado, pois fazem desde a construção, produção e a comercialização para os frigoríficos, os quais estes chegam ao consumidor final.
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Apesar de termos basicamente estes 3 modelos de produção, as exigências e as regras são as mesmas, pois são determinadas pelo Ministério da Agricultura e os órgãos sanitários de cada Estado. Em Santa Catarina, temos dentro deste modelo de produção independente em torno de 80.000 matrizes, dos quais a grande maioria são de agricultura familiar. Estes suinocultores desenvolvem um papel fundamental na produção local, regional e Estadual, pois a sua produção é comercializada por pequenos e médios frigoríficos que não possuem o modelo de integração e fazem a compra semanal destes produtores.
Estes suinocultores passaram por tempos muito difíceis nos últimos três anos, devido aos altos custos de produção e aos baixos preços pagos pelo suíno. Agora, com uma falta de suínos no mercado existe uma outra realidade de preços, o que traz uma margem de lucro para os nossos produtores, mas não podemos esquecer do passivo que ficou para se manter na atividade, o qual agora acreditamos que vão conseguir colocar em dia.
A Associação Catarinense de Criadores de Suínos – ACCS, têm trabalhado incansavelmente para continuar a elevar o status do nosso Estado sempre a um melhor patamar com relação a produtividade, qualidade e biosseguridade das nossas propriedades rurais. A manutenção desse status sanitário é uma garantia para que continuemos a galgar os melhores mercados como Japão, Estados Unidos, México entre outros. Por isso é importante que a cada dia, nossos produtores invistam para minimizar os impactos sanitários dentro da nossa propriedade rural e continuarmos promissores nesta tão importante atividade econômica de produção de proteína animal.





















