Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 67,09 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,30 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 124,73 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 10,51 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 6,88 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 6,78 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,61 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,84 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 157,42 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 162,13 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 175,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 180,62 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 149,20 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 168,63 / cx
Frango - Indicador SPR$ 6,97 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,03 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.166,42 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.066,05 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 172,86 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 153,56 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 157,79 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 167,47 / cx

Hidratação

Avaliações da Embrapa alertam para riscos na qualidade da água subterrânea após enchentes no Rio Grande do Sul

Saiba quais riscos à água subterrânea foram identificados em avaliações da Embrapa após as enchentes no Rio Grande do Sul

Avaliações da Embrapa alertam para riscos na qualidade da água subterrânea após enchentes no Rio Grande do Sul

Uma série de avaliações técnicas realizadas em poços tubulares profundos nas bacias dos rios Taquari-Antas e Baixo Jacuí acendeu um alerta sobre a segurança da água consumida por famílias rurais no Rio Grande do Sul. As áreas analisadas foram severamente impactadas pelas enchentes de maio de 2024, e os levantamentos integram as ações do programa Recupera Rural RS. Os relatórios foram elaborados pela Embrapa, em parceria com a Emater/RS-ASCAR, a partir de coletas realizadas em outubro de 2025 em 17 municípios gaúchos.

As análises envolveram os municípios de Bom Retiro do Sul, Cruzeiro do Sul, Carlos Barbosa, Imigrante, Arroio do Meio, Colinas, Estrela, Santa Clara do Sul, Marques de Souza, Travesseiro, Nova Bréscia, Dois Lajeados, Guaporé, Encantado, Muçum, Roca Sales e Santa Tereza, regiões fortemente afetadas pelos eventos climáticos extremos registrados no ano anterior.

Contaminações microbiológicas e químicas

Os relatórios apontaram a ocorrência de contaminações microbiológicas e químicas em parte dos poços avaliados, indicando a necessidade de adoção de medidas corretivas para garantir a potabilidade da água. As análises laboratoriais utilizaram técnicas avançadas de biologia molecular, como o qPCR, capazes de identificar o DNA de microrganismos potencialmente patogênicos presentes nas águas subterrâneas.

Entre os principais pontos de atenção identificados estão a presença de Salmonella spp., Toxoplasma gondii, cepas patogênicas de Escherichia coli, além de concentrações elevadas de fluoreto e nitrato. Segundo os pesquisadores, essas ocorrências não foram generalizadas, sendo detectadas apenas em alguns poços específicos.

Importância do tratamento da água

De acordo com o pesquisador Alexandre Matthiensen, da Embrapa Suínos e Aves, as amostras analisadas foram coletadas antes da passagem da água pelos sistemas de cloração, presentes na maioria dos poços avaliados. Esse detalhe é fundamental para a interpretação dos resultados, uma vez que o cloro é eficaz na eliminação de muitos microrganismos patogênicos. Segundo ele, grande parte dos riscos identificados pode ser mitigada com práticas adequadas de tratamento da água.

Orientações aos produtores rurais

Com base nos resultados obtidos, foi elaborado um relatório individual para cada poço analisado, encaminhado à Emater/RS-ASCAR. A entidade será responsável por orientar os produtores rurais quanto aos achados técnicos e às medidas necessárias para a regularização da qualidade da água.

Entre as principais recomendações estão a cloração adequada, a fervura da água para consumo humano, ações de vigilância sanitária e a proteção física dos poços. O monitoramento contínuo também faz parte da estratégia, com o objetivo de garantir segurança hídrica às comunidades afetadas e permitir a retomada das atividades produtivas e do consumo doméstico.

As avaliações seguiram parâmetros técnicos estabelecidos por duas normas centrais. A Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, define os procedimentos de controle e vigilância da qualidade da água para consumo humano, estabelecendo os padrões de potabilidade. Já a Resolução CONAMA nº 396/2008 trata da classificação e do enquadramento ambiental das águas subterrâneas, considerando os usos previstos para os aquíferos.

Segundo Alexandre Matthiensen, é importante distinguir os objetivos de cada legislação. Enquanto a portaria do Ministério da Saúde estabelece critérios específicos para o consumo humano, a resolução do CONAMA tem caráter ambiental, cabendo aos órgãos reguladores definir os padrões finais conforme o uso da água. Para a elaboração dos relatórios, foram considerados os Valores Máximos Permitidos previstos em ambas as normas, além de referências técnicas complementares para a dessedentação animal.

Ação integrada no contexto climático

A iniciativa faz parte das atividades da Plataforma Colaborativa Recupera Rural RS, que reúne diferentes instituições em ações voltadas à adaptação e mitigação dos impactos das mudanças climáticas no meio rural. O monitoramento da qualidade das águas subterrâneas é considerado estratégico para a resiliência das comunidades rurais diante de eventos climáticos extremos cada vez mais frequentes no estado.