Presença de micotoxinas nos alimentos destinados às aves ainda é considerada bastante alta.
Micotoxinas ainda são responsáveis por vários problemas na produção avícola
Redação AI 06/09/01 10:42 – A presença de micotoxinas nas várias etapas que envolvem a produção avícola configura-se como um grande desafio para a atividade atualmente. Algumas micotoxinas são consideradas carcinogênicas e quando fornecidas aos animais podem ser transferidas ao homem, via leite, carne e ovos. “A incidência de micotoxinas é um assunto bastante crítico para os produtores avícolas hoje”, diz engenheiro agrônomo Everton Luiz Krabbe, da Krabbe Consultoria. “Na atualidade não basta apenas produzirmos alimentos, temos que produzi-los dentro dos padrões de exigência dos nossos clientes”, alerta.
Segundo Krabbe, apesar do alto patamar tecnológico em que se encontra o segmento avícola brasileiro hoje alguns fatores continuam sem grandes alterações, como, por exemplo, a frequência e a intensidade da presença de micotoxinas nos alimentos destinados às aves.
“O impacto negativo das micotoxinas sobre o desempenho avícola é muito significativo, seja de forma direta afetando os órgãos envolvidos nos processos de digestão e absorção de nutrientes ou de maneira indireta, atuando sobre o sistema imunitário, tornando os animais menos resistentes à doenças”, explica.
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Outro aspecto importante é que a ação dos fungos produtores de toxinas tem grande impacto sobre o valor nutricional das matérias- primas utilizadas na elaboração de rações uma vez que causam empobrecimento nutricional dos grãos.
“Alimentos atacados por fungos apresentam um substancial empobrecimento energético”, diz. Existem hoje cerca de 300 micotoxinas estudadas, sendo que destas, apenas 5 podem ser controladas. “Estamos lidando com 295 tipos de substâncias tóxicas que não temos a mais remota idéia da intensidade, da frequencia, nada. Esta é nossa realidade.”, afirma.





















