As aves de corte não suportam as altas temperaturas e em picos de calor elas ficam sujeitas a morte.
Calor causa morte de milhares de frangos no Sudoeste do PR
Redação (06/03/2009)- Pelo menos 30 aviários da região Sudoeste do Paraná registraram perdas significativas este ano por causa do calor. A informação é do médico-veterinário responsável pelo serviço público de defesa sanitária animal na região, Darci Lucini. Para ele, as altas temperaturas são a causa de inúmeras mortes de aves de corte e muitos produtores já acumulam prejuízos.
Sempre que ocorrem perdas acima de 10% dos animais alojados em uma granja, é obrigatória a vistoria do órgão competente para descobrir se a causa é relacionada a problemas sanitários ou não, antes de encaminhar para o devido descarte dos animais. Durante as recentes visitas técnicas às propriedades, Lucini, que é encarregado de emitir esses laudos, tem atestado não a presença de problemas sanitários, mas a incidência de infarto devido aos picos de calor. “As aves de corte não suportam as altas temperaturas e em picos de calor elas ficam sujeitas a morrer por complicações cardiovasculares, o chamado infarto”, disse.
Na semana passada, um raio atingiu o transformador de uma propriedade no município de Itapejara d’Oeste e a falta de energia elétrica durante toda a madrugada interrompeu os serviços de ventilação e nebulização do aviário, que são técnicas usadas para baixar a temperatura ambiente. Com o calor excessivo, a perda foi de mais de quatro mil aves que estavam prestes a atingir o ponto de abate e isso significa, no sistema integrado, que os prejuízos econômicos sejam de aproximadamente cinco mil reais para o produtor e entre dez a doze mil reais para as agroindústrias.
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Ontem, o médico-veterinário da Seab investigou mortes ocorridas em outras duas propriedades localizadas no município de São João, onde ocorreram perdas acima de 10% dos plantéis e também atestou que o calor está matando os animais.
Previsão do tempo
De acordo com o Instituto Tecnológico Simepar, o calor não deve dar trégua ao Sudoeste paranaense nos próximos dias. Apesar das pancadas de chuva que estão sendo esperadas para domingo e segunda-feira, a previsão é de que o tempo continue quente. A diminuição da quantidade de chuvas também está no horizonte da região, uma vez que a falta de umidade do solo não favorece a formação dessas precipitações. As médias máximas de temperatura neste verão sudoestino têm praticamente se mantido acima das médias históricas das altas temperaturas: em dezembro de 2008, janeiro e fevereiro de 2009, o Simepar registrou respectivamente médias máximas de 29,4ºC, 27,6 ºC e 29,3 ºC, contra 28,6 ºC, 28,7 ºC e 28,7 ºC registrados como médias máximas históricas nesses meses do ano. Março, que mal começou, apresentou até agora a média de 32,2 ºC frente a uma marca histórica de 28,8ºC.























