Antimicrobianos são vistos pelos consumidores como grandes vilões da cadeia produtiva, e nos deparamos com um duelo: os antimicrobianos são vilões ou super-heróis?
Antimicrobianos e anticoccidianos, o que devemos saber na hora de escolher? – por Eva Hunka

Os antimicrobianos são vistos pelos consumidores como grandes vilões da cadeia produtiva, e nos deparamos com um duelo, talvez o mais paradoxo: Os antimicrobianos são vilões ou super-heróis?
Idealizamos um mundo onde a alimentação seja a mais saudável possível, e para muitos, isto significa banir os antimicrobianos da cadeia alimentar, mas este conceito muitas vezes passa, erroneamente, pelo conceito de orgânico e até mesmo pelos transgênicos. Muito se fala sobre o assunto, mas pouco se sabe sobre a importância destes antimicrobianos no mundo.
Confesso que, durante muito tempo, eles foram usados indiscriminadamente, ajudando os produtores a melhorar resultados zootécnicos e enfrentar grandes desafios no campo. Porém o “equilíbrio” é a palavra chave para todas estas questões. Jamais poderemos tirar completamente os antibióticos da produção animal, porém podemos e devemos construir programas que otimizem os produtos, diminuam a resistência antimicrobiana e atuem sinergicamente para assim termos mais eficiência produtiva e sanitária.
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E os anticoccidanos? Qual a sua relação com o uso de antimicrobianos na granja? Vamos começar pelas eimerias, que influenciam toda microbiota intestinal e são capazes de provocar lesões importantes na mucosa intestinal. Estas lesões comprometem não só a absorção de nutrientes como também interferem nos sítios imunológicos, localizados na mucosa intestinal. Sendo assim, quanto mais eficiente do programa de controle das coccidioses melhor a qualidade intestinal, equilíbrio da microbiota e resposta imune do animal.
Os anticoccidianos são adicionados à ração com a finalidade de prevenir a coccidiose, porém a decisão por um programa antimicrobiano deve levar em consideração o tipo de anticoccodiano utilizado, pois estes, além de interferir diretamente na microbiota, possuem algum tipo de ação antibiótica.
Os sintéticos e os ionóforos glicosídeos, não possuem atividade antibacteriana, por isso o uso de antimicrobianos terapêuticos Gram positivos são uma boa alternativa na prevenção das clostridioses. Já os ionóforos mono e divalentes, possuem atividade antibacteriana, principalmente a Narasina e a Lasalocida e por isso, o uso de aditivos promotores de desempenho (antimicrobianos ou não) é uma boa opção para reforçar esta atividade antimicrobiana, inclusive os Probióticos, nos casos de baixo desafio por enterites.
Assim como a rotação dos anticoccidianos, também recomendamos a rotação dos antimicrobianos, e se a sinergia entre eles for observada podemos ter resultados mais eficientes.
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