Com passivo de R$ 2,15 bilhões, o Grupo Patense — fundado por Clênio Gonçalves, idealizador da ABRA — figura entre as dez maiores empresas do agronegócio em recuperação; ao todo, o setor soma mais de R$ 15 bilhões em débitos
Patense e outras gigantes do agro acumulam mais de R$ 15 bilhões em dívidas sob recuperação judicial

O ranking divulgado pela Metrópoles revela que as dez maiores empresas do agronegócio que entraram em recuperação judicial acumulam dívidas superiores a R$ 15 bilhões.
No topo da lista está a AgroGalaxy, com passivo estimado em R$ 4,67 bilhões, seguida pela Grupo Patense com R$ 2,15 bilhões e pela Montesanto Tavares — controladora das tradings Atlântica Coffees e Cafebras — com R$ 2,13 bilhões.
A seguir, as demais empresas listadas:
- Grupo Safras (soja / agroindústria): R$ 1,78 bilhões.
- Sperafico Agroindustrial: R$ 1,08 bilhões.
- Usina Maringá (sucroenergético): R$ 1,02 bilhões.
- Elisa Agro (agricultura irrigada): R$ 679,6 milhões.
- Usina Açucareira Ester: R$ 651,7 milhões.
- Grupo AFG (comercialização de grãos): R$ 505 milhões.
- Grupo Cella (soja/milho/arroz): R$ 400 milhões.
No caso do Grupo Patense, a dívida de R$ 2,15 bilhões está em linha com o impacto financeiro elevado enfrentado pelo segmento de ração animal e reciclagem de resíduos de origem animal, área em que o fundador Clênio Gonçalves se destacou ao fundar a Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), promovendo economia circular no agro.
O cenário evidencia pressões múltiplas: desde flutuação de commodities, aumento de custos de produção, até aspectos ambientais e regulatórios que afetam empresas que operam em cadeias mais complexas ou de valor agregado.
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