Apesar da crise, conjuntura atual é favorável ao setor. Exportações cresceram em setembro.
Mercado de carne suína
Redação (10/10/2008)- Ao divulgar, nesta sexta-feira, as estatísticas das exportações de carne de suína no mês de setembro, que apresentaram um crescimento de 1,53% em volume e 63,33% em valor, em comparação a setembro do ano passado, o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (ABIPECS), Pedro de Camargo Neto, comentou a respeito da crise econômica global e os seus reflexos sobre o setor:
"É difícil e cedo para avaliar os reflexos da crise como um todo. É preciso ter cautela e não gerar nervosismo. Nossa atividade é de longo prazo, pois produzimos alimentos, bens essenciais que certamente serão afetados, porém, em grau muito menor".
Para Camargo Neto, "o governo tem agido com relativa agilidade, adotando medidas consistentes. Acreditamos que terá condições de oferecer instrumentos que reduzam os reflexos no mercado interno. Os preços, hoje, são sustentados pela demanda interna e é muito importante que isso continue".
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"A principal preocupação para a manutenção das exportações é o fluxo de crédito", diz o presidente da ABIPECS. "Houve repentino corte em novas contratações nos ACC e o governo precisa repor novo instrumento. Acreditamos que estão conscientes disso e aguardamos solução".
Em função do aumento da renda dos consumidores brasileiros, o crescimento do consumo é a variável mais importante neste momento. O consumo per capita de carne suína, em 2008, vai superar em muito os 13,1 quilos demandados em 2007. A produção de suínos, neste ano, segundo a previsão da ABIPECS, deverá situar-se próxima a 3,03 milhões de toneladas, um pequeno crescimento em relação a 2007, quando foram produzidas 2,99 milhões de toneladas. Mas isso, combinado com a menor oferta de carne bovina e o aumento da renda dos brasileiros torna a atual conjuntura favorável ao setor no Brasil, avalia a ABIPECS.
As exportações, em setembro, totalizaram 49.066 toneladas e uma receita de US$ 156,48 milhões, um crescimento de 1,53% em volume e 63,33% em valor.
De janeiro a setembro, o Brasil exportou 423.941 toneladas de carne suína, num montante de US$ 1,18 bilhão. Esse resultado mostra uma queda de 3,60% em toneladas, em relação ao mesmo período do ano passado. Porém, em valor, o crescimento foi de 38,11%.
Nos últimos doze meses (outubro de 2007 a setembro de 2008), as vendas externas de carne suína atingiram 590.677 toneladas e US$ 1, 56 bilhão, em comparação com o período de outubro de 2006 e setembro de 2007. No período, houve uma pequena redução de 1,01% em volume e um aumento de 33,41% em valor.
A Rússia, principal mercado para a carne suína brasileira, com uma participação de 43,62%, comprou 184.920 toneladas, que totalizaram US$ 611,73, de janeiro a setembro deste ano. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi de 8,74% em toneladas, porém, em valor, o crescimento foi de 33,18%. Na comparação com o mês de setembro de 2007, houve crescimento de 11,06% em toneladas e 70,98% em valor.
Os outros principais mercados são Hong Kong, Ucrânia, Argentina e Cingapura.





















