Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,02 / kg
Soja - Indicador PRR$ 128,99 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 133,85 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,84 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,91 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,35 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,25 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,31 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,26 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 96,83 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 96,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 108,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 103,20 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 89,44 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 100,73 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,51 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,54 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.178,92 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.049,40 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 89,22 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 84,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 101,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 119,62 / cx

Indústria

Frigoríficos brasileiros monitoram cenário migratório e dependência de mão de obra venezuelana

Setor de proteína animal avalia riscos operacionais diante da dependência de trabalhadores venezuelanos em atividades de difícil contratação, como abate de aves, suínos e bovinos

Frigoríficos brasileiros monitoram cenário migratório e dependência de mão de obra venezuelana

O que pode acontecer com a produção brasileira de carnes se houver uma reversão repentina do fluxo migratório venezuelano? A preocupação ganhou força no setor de proteína animal após a circulação de informações e rumores internacionais sobre a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro.

Embora o cenário político venezuelano siga sob observação, a discussão acendeu um alerta entre frigoríficos brasileiros, que hoje contam com a mão de obra venezuelana como parte relevante de suas operações industriais, especialmente em segmentos com escassez estrutural de trabalhadores.

Atualmente, mais de 7 mil venezuelanos atuam em frigoríficos no Brasil, representando cerca de 19% da mão de obra imigrante venezuelana formalmente empregada no país, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A concentração ocorre justamente em áreas estratégicas da cadeia produtiva: abate de aves, processamento de suínos e carne bovina.

Do total, aproximadamente 4 mil trabalhadores estão no abate de aves, 2,2 mil em frigoríficos de suínos e cerca de 1 mil no processamento de bovinos. Esses segmentos são fortemente ligados à exportação e enfrentam dificuldades crônicas de contratação de mão de obra local.

Impacto direto na competitividade da proteína animal

A indústria frigorífica avalia que uma eventual redução significativa desse contingente poderia comprometer turnos produtivos, elevar custos operacionais e pressionar prazos logísticos. O risco é maior em um momento de demanda internacional aquecida, com destaque para a China, principal destino das exportações brasileiras de carnes.

Especialistas do setor apontam que a mão de obra imigrante tem sido essencial para sustentar o ritmo de produção e garantir competitividade em mercados altamente exigentes do ponto de vista sanitário, operacional e de volume.

Mão de obra imigrante como fator estrutural

A inserção de venezuelanos no setor de proteína animal é resultado direto do fluxo migratório intensificado na última década e de políticas públicas de interiorização e formalização do emprego. Programas federais facilitaram a absorção desses trabalhadores em cadeias industriais intensivas em mão de obra, como frigoríficos e agroindústrias.

Na prática, a imigração deixou de ser um fator conjuntural e passou a integrar a estrutura produtiva do agronegócio brasileiro, especialmente nas regiões com forte concentração de plantas industriais.

Cenário político externo entra no radar do setor

Apesar de não haver confirmação oficial sobre mudanças imediatas no fluxo migratório, o debate evidencia como eventos geopolíticos externos podem gerar impactos indiretos na cadeia da proteína animal no Brasil. Para o setor, o desafio passa a ser reforçar políticas de retenção, qualificação e atração de trabalhadores, além de diversificar estratégias de gestão de pessoas.

Empresas e entidades seguem monitorando o cenário internacional, avaliando riscos e buscando garantir estabilidade operacional em um mercado cada vez mais dependente de eficiência, previsibilidade e mão de obra contínua.