Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,96 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,59 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,25 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,13 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,14 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,16 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,79 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,71 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 6,93 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 134,20 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 138,02 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 148,55 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 150,47 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 128,92 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 142,08 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,14 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.171,60 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.056,96 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 141,97 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 131,70 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 115,07 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 127,98 / cx

Fertilizantes

Importações de fertilizantes batem recorde em 2025 e reforçam confiança da agricultura brasileira

O crescimento das importações de fertilizantes em 2025 demonstra a confiança do setor agrícola no Brasil e promete safras melhores

Importações de fertilizantes batem recorde em 2025 e reforçam confiança da agricultura brasileira

As importações brasileiras de fertilizantes atingiram 45,5 milhões de toneladas ao longo de 2025, superando as 44,28 milhões de toneladas registradas em 2024 e estabelecendo um novo recorde da série histórica. Os dados constam no Boletim Logístico | Ano IX – janeiro/2026, divulgado nesta segunda-feira (26) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O resultado reflete um ambiente de maior confiança do setor produtivo e reforça as perspectivas positivas para a agricultura nacional. O volume recorde de aquisições indica maior disposição dos produtores em ampliar a área plantada de grãos e buscar ganhos de produtividade nas lavouras. Ao longo de 2025, o crescimento gradual das importações já sinalizava otimismo em relação à safra, com Mato Grosso, Paraná e São Paulo liderando o consumo de fertilizantes no país, confirmando o protagonismo desses estados na produção agrícola brasileira.

O desempenho consolidado dos principais terminais portuários evidencia a robustez da cadeia de suprimento de insumos. Somados os volumes recebidos pelos portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e pelos terminais do Arco Norte, as importações totalizaram 45,50 milhões de toneladas em 2025, frente a 44,28 milhões de toneladas no ano anterior, o que representa um acréscimo de 1,22 milhão de toneladas, ou alta de 2,68%.

O Porto de Paranaguá manteve-se como o principal canal de entrada de fertilizantes importados no Brasil, com 10,89 milhões de toneladas internalizadas em 2025. O volume, embora expressivo, ficou ligeiramente abaixo do registrado em 2024, quando o terminal recebeu 11,04 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 150 mil toneladas, ou 1,36%. Em sentido oposto, os portos do Arco Norte apresentaram desempenho positivo, com a movimentação de 8,27 milhões de toneladas, acima das 7,5 milhões de toneladas do ano anterior, evidenciando o fortalecimento logístico da região. Já o Porto de Santos recebeu 8,42 milhões de toneladas, frente a 8,88 milhões de toneladas em 2024, o que corresponde a uma queda de 5,18% nas importações de fertilizantes.

No comércio exterior de grãos, o Brasil também registrou avanço em 2025. As exportações de milho, soja e farelo de soja somaram 172,3 milhões de toneladas, crescimento de 6,21% em relação a 2024, quando o volume exportado foi de 161,6 milhões de toneladas. O desempenho positivo veio acompanhado de uma reconfiguração logística, com maior participação dos portos de Paranaguá e do Arco Norte, além do protagonismo dos estados de Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul na origem das cargas.

As exportações de milho em grãos alcançaram 40,9 milhões de toneladas em 2025, acima das 39,7 milhões de toneladas registradas no ano anterior. Os portos do Arco Norte responderam por 39,3% do volume escoado, enquanto o Porto de Santos concentrou 35,8% dos embarques. Paranaguá ampliou de forma expressiva sua participação, passando de 3,1% em 2024 para 12,3% em 2025, enquanto o Porto de São Francisco do Sul respondeu por 7,7% do total. Mato Grosso, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul lideraram as exportações do cereal.

No caso da soja em grãos, as exportações acumuladas até dezembro de 2025 somaram 108,1 milhões de toneladas, superando as 98,8 milhões de toneladas do ano anterior. Os portos do Arco Norte concentraram 36,2% dos embarques nacionais, acima dos 34,8% registrados em 2024. O Porto de Santos respondeu por 32% do total, enquanto o Porto do Rio Grande e o Porto de São Francisco do Sul tiveram participações de 8% e 5,7%, respectivamente. A produção exportada teve origem, principalmente, em Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul.

Já as exportações de farelo de soja atingiram 23,3 milhões de toneladas em 2025, ligeiramente acima das 23,1 milhões de toneladas embarcadas em 2024. O Porto de Santos concentrou 43,2% do volume exportado, seguido por Paranaguá, com 27,8%, e pelo Porto do Rio Grande, com 16,9%. O Porto de Salvador ampliou sua participação, respondendo por 7,4% dos embarques. Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás foram os principais estados de origem do farelo exportado.

Os dados do boletim reforçam a solidez da logística agroexportadora brasileira e sustentam expectativas favoráveis para o avanço da produção agrícola, em um cenário de maior previsibilidade no abastecimento de insumos e expansão das exportações do agronegócio nacional.