Avanço destrava tratado com potencial de ampliar exportações agropecuárias, mas texto ainda depende de ratificação para entrar em vigor
União Europeia autoriza assinatura do acordo comercial com o Mercosul após mais de 25 anos de negociação

Após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia avançou para sua fase decisiva. Nesta sexta-feira (9), os Estados-membros da União Europeia autorizaram oficialmente a assinatura do tratado, liberando a formalização política de um dos maiores acordos comerciais do mundo.
O entendimento envolve Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai e é considerado estratégico para o agronegócio sul-americano, especialmente em um cenário de maior demanda global por alimentos.
Agronegócio está no centro do debate europeu
Embora o acordo represente oportunidades relevantes para exportadores do Mercosul, o avanço ocorreu em meio a resistências internas em alguns países europeus, principalmente ligadas à concorrência agrícola e a questões ambientais. Ainda assim, prevaleceu o entendimento de que o tratado fortalece a segurança alimentar, o comércio internacional e as relações geopolíticas entre os blocos.
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Assinatura não significa entrada imediata em vigor
Com a autorização concedida, o próximo passo será a assinatura formal do acordo, prevista para os próximos dias. No entanto, o tratado ainda não entra em vigor automaticamente. Após a assinatura, o texto precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu e passar pelos processos de ratificação previstos nos países envolvidos.
Potencial para ampliar exportações do agro brasileiro
Para o Brasil, o acordo é visto como uma oportunidade de ampliar exportações de produtos agropecuários, reduzir tarifas e fortalecer o acesso ao mercado europeu. Cadeias como carnes, grãos, açúcar, etanol e produtos florestais estão entre as mais impactadas, desde que cumpram exigências sanitárias, ambientais e de rastreabilidade.
Sustentabilidade e regras sanitárias seguem como pontos-chave
O texto do acordo inclui compromissos relacionados à sustentabilidade, normas ambientais e exigências sanitárias, temas centrais para o mercado europeu. Esses pontos continuam sendo determinantes tanto para a ratificação do tratado quanto para a efetiva competitividade dos produtos do Mercosul no bloco europeu.
Com o aval político para a assinatura, o acordo Mercosul–União Europeia entra em sua reta final, reforçando o papel do agronegócio como um dos principais vetores de integração econômica entre América do Sul e Europa.



















