Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,72 / kg
Soja - Indicador PRR$ 123,14 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 129,34 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,68 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,92 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,76 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 7,64 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,52 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,72 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,59 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 122,15 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 136,31 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 137,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 129,01 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,25 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.184,94 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.051,80 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 143,72 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,50 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

Economia

Davos 2026 expõe ausência do Brasil e acende alerta para o agronegócio

Em análise, Jogi Humberto Oshiai aponta que a falta de presença brasileira no Fórum Econômico Mundial reduz influência em regras do comércio global e pode afetar competitividade do agro

Davos 2026 expõe ausência do Brasil e acende alerta para o agronegócio

O Brasil está abrindo mão do seu espaço no debate global do agro? O Fórum Econômico Mundial de Davos 2026 voltou a evidenciar, segundo avaliação do consultor Jogi Humberto Oshiai, CBO da Melo Advogados e da M4 Capital e diretor da Oshiai Consultoria e Assessoria Ltda, a diferença entre países que atuam com liderança estratégica no cenário internacional e aqueles que se mantêm fora do centro das decisões que impactam economia, comércio e investimentos.

De acordo com Oshiai, enquanto o presidente da Argentina, Javier Milei, participou do encontro defendendo livre mercado, desburocratização e fortalecimento da produção, o Brasil não marcou presença no evento tradicional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria optado por não participar do fórum principal, limitando-se à chamada “Davos Latino-Americana”, no Panamá — decisão que, na análise do especialista, envia sinais negativos para o setor mais competitivo e estratégico do país: o agronegócio brasileiro.

No discurso em Davos, Milei defendeu o capitalismo de livre empresa como “o único sistema justo e eficiente” e destacou que promoveu reformas estruturais para abrir espaço a investimentos e fortalecer a economia argentina. Para Oshiai, o movimento também reforça a tentativa da Argentina de se reposicionar no debate econômico global, usando fóruns internacionais como vitrine para ampliar credibilidade e atrair capital.

Competitividade do agro e influência internacional

Na análise do consultor, a ausência do Brasil em um palco como Davos compromete a capacidade do país de defender interesses estratégicos em discussões que envolvem comércio internacional, políticas de sustentabilidade e fluxos globais de investimento. Ele avalia que o agronegócio brasileiro — responsável por parcela expressiva do PIB, das exportações e do superávit comercial — depende diretamente de previsibilidade, segurança jurídica e abertura de mercados.

Oshiai também considera que a priorização de agendas regionais, em detrimento da presença em debates globais, pode enfraquecer a imagem do Brasil como fornecedor confiável de alimentos e commodities. Segundo ele, enquanto outros líderes apresentam propostas concretas em arenas internacionais, o Brasil corre o risco de ficar à margem de definições que influenciam regras, exigências e oportunidades comerciais.

Liderança, estratégia e próximos passos

Oshiai defende que o Brasil precisa retomar protagonismo no agronegócio e no cenário global com uma estratégia clara de participação internacional e valorização do setor produtivo. Na avaliação dele, políticas públicas voltadas à inovação tecnológica no campo e ao fortalecimento do ambiente de negócios são essenciais para ampliar competitividade e garantir espaço do país nas mesas que definem o futuro do comércio mundial.

Para o especialista, o Brasil tem recursos, tecnologia e capacidade humana para liderar a produção de alimentos e a sustentabilidade global, mas precisa de liderança com visão estratégica para não abrir mão de oportunidades internacionais. Ele também destaca a mensagem apresentada por Milei como síntese do discurso liberal em Davos: “regular mata o crescimento”.

Por Jogi Humberto Oshiai, de Bruxelas, capital da União Europeia.