
Os preços dos grãos negociados na bolsa de Chicago apresentaram poucas oscilações, refletindo a incerteza no mercado sobre o apoio financeiro aos agricultores americanos e a ausência de dados oficiais sobre a safra. A quarta-feira (8/10) foi de alta generalizada, com destaque para a soja, que se valorizou 0,73%, fechando o contrato para novembro a US$ 10,2950 por bushel.
A valorização da soja é impulsionada pela expectativa de um pacote de auxílio financeiro de até US$ 14 bilhões do governo dos EUA, com foco nos sojicultores. Esses produtores estão em fase de colheita, mas ainda não negociaram a produção da safra 2025/26 com a China.
A consultoria Granar indicou que o atraso no anúncio de ajuda pode estar ligado à paralisação de servidores públicos nos EUA. A greve impossibilita o governo Trump de implementar novas medidas de gastos até que a crise de governança seja resolvida.
Em decorrência da paralisação, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) não divulgará seu boletim mensal de oferta e demanda mundial de grãos (WASDE), previsto para amanhã. Analistas projetam que o USDA reduziria a previsão de colheita de soja nos EUA em 2025/26 para 116,24 milhões de toneladas, ligeiramente abaixo dos 117 milhões projetados em setembro.
O preço do milho registrou leve alta em Chicago. Os lotes para dezembro subiram 0,54%, cotados a US$ 4,22 por bushel. O cereal também foi impactado pelo adiamento das medidas de apoio e pela expectativa de revisão para baixo na safra americana, com analistas esperando que o USDA reduza sua previsão de safra de milho para 422,80 milhões de toneladas.
O trigo fechou praticamente estável, com os contratos para dezembro avançando 0,10%, cotados a US$ 5,0725 por bushel.











