Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 66,63 / kg
Soja - Indicador PRR$ 122,74 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 128,66 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,68 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,87 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,63 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 7,54 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 7,48 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,65 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 121,83 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 121,86 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 136,31 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 136,63 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 114,09 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 128,43 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,25 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,32 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.182,04 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.051,80 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 143,72 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 121,50 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 129,98 / cx

Safra

Conab eleva projeção da safra 2025/26 e produção de grãos pode chegar a 353,1 milhões de toneladas

As novas estimativas da Conab indicam que a produção de grãos em 2025/26 pode chegar a 353,1 milhões de toneladas

Conab eleva projeção da safra 2025/26 e produção de grãos pode chegar a 353,1 milhões de toneladas

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou nesta quinta-feira (15) o Quarto Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, indicando crescimento de 0,3% na produção brasileira em relação ao ciclo anterior, impulsionado principalmente pela ampliação da área cultivada. A estimativa aponta que o país pode alcançar 353,1 milhões de toneladas, distribuídas em uma área de 83,9 milhões de hectares, o que representa um acréscimo de 987,5 mil toneladas e 2,1 milhões de hectares em comparação à safra 2024/25.

A Região Centro-Sul concentra a maior parte da produção nacional, com projeção de 297,3 milhões de toneladas, o equivalente a 84,2% do total. O destaque segue sendo o Centro-Oeste, principal polo produtor do país, com 174,5 milhões de toneladas, respondendo por 49,4% da produção brasileira. Já as regiões Norte e Nordeste devem somar 55,8 milhões de toneladas, o que representa 15,8% do volume nacional.

A soja, principal cultura agrícola do Brasil, mantém trajetória de expansão. A produção estimada é de 176,1 milhões de toneladas, alta de 2,7% em relação à safra anterior, o que corresponde a um incremento de 4,6 milhões de toneladas. A área plantada também cresceu 2,8%, alcançando 48,7 milhões de hectares. Apesar do avanço em área e volume produzido, a produtividade média apresentou leve recuo de 0,1%, influenciada por chuvas irregulares no Mato Grosso do Sul e limitações físicas de solos arenosos em partes de Goiás, parcialmente compensadas por expectativa de melhor desempenho no Rio Grande do Sul.

O milho, considerando as três safras, também registra aumento de área, estimada em 22,8 milhões de hectares, crescimento de 4% em relação ao ciclo anterior. No entanto, eventos climáticos adversos, como veranicos, tempestades e oscilações de temperatura no Sul, além da falta de chuvas no início do desenvolvimento em Minas Gerais, devem impactar o desempenho da cultura. A produção total é projetada em 138,9 milhões de toneladas, queda de 1,5%, enquanto a produtividade deve recuar 5,3%, passando de 6.457 kg/ha para 6.114 kg/ha.

Entre as culturas em expansão, o sorgo segue ganhando espaço. A produção deve alcançar cerca de 6,7 milhões de toneladas, aumento de 9,2%, enquanto a área cultivada cresce 11,3%, chegando a 1,8 milhão de hectares. Ainda assim, a produtividade tende a apresentar leve redução de 1,9%, com maior concentração do plantio na segunda safra, após a colheita da soja.

O girassol também apresenta perspectiva positiva, impulsionado pela demanda por óleo vegetal e biodiesel. A produção estimada é de 101,9 mil toneladas, crescimento de 1,5%, com expansão de 3,1% na área plantada. A produtividade, contudo, deve recuar levemente em função das condições climáticas no Rio Grande do Sul. Já a mamona se destaca com forte avanço em área, produção e produtividade, favorecida por boas condições climáticas na Bahia e pelo aumento da demanda por óleo de rícino, com produção projetada em 147,4 mil toneladas, alta expressiva em relação à safra anterior.

Entre as demais culturas de verão, o algodão deve registrar redução de 2,8% na área cultivada, com produção estimada de 3,8 milhões de toneladas de pluma. O amendoim apresenta leve retração na produção, enquanto o arroz deve enfrentar queda significativa, com redução de 9,9% na área e recuo de 13,3% na produção total. O feijão, somadas as três safras, também tende a apresentar leve redução, com produção estimada em 3 milhões de toneladas.

No caso das culturas de inverno, a colheita do trigo foi concluída com produção de 7,9 milhões de toneladas, volume semelhante ao da safra anterior, mesmo diante de uma redução de 20% na área cultivada, reflexo de boas condições climáticas que favoreceram a produtividade.

No mercado, a Conab projeta exportações de 41,5 milhões de toneladas de grãos, acima das estimativas iniciais, sustentadas pela ampla oferta interna e pela maior demanda internacional. O consumo doméstico também deve crescer, alcançando 90,56 milhões de toneladas, impulsionado principalmente pela expansão do uso do milho na produção de etanol, segmento que vem ganhando relevância na matriz energética brasileira.