Abertura mista na bolsa de Chicago: soja, milho e trigo reagem com alta
Abertura mista na bolsa de Chicago: soja, milho e trigo reagem com altas

Após ter atingido na última sessão o menor patamar desde dezembro de 2024, os contratos futuros de soja abriram o pregão regular de Chicago em alta de 0,31%, cotados a US$ 9,6850 o bushel (vencimento setembro). A soja tem sofrido pressão nos últimos dias pelo desenvolvimento da safra nos EUA, que transcorre sem problemas.
Vlamir Brandalizze, consultor de mercado, afirmou que o fator da safra americana pesa muito sobre as cotações. “Teremos mais chuvas em áreas produtoras para esta semana em um momento em que a safra vai se definindo. O período de volatilidade em cima do ‘mercado climático’ vai perdendo força, enquanto aumentam as perspectivas com a oferta”, disse. A China é outro importante vetor de queda para a cotação da soja em Chicago, pois “ainda não há consenso sobre um acordo entre EUA e China. Ao mesmo tempo, eles [os chineses] têm fechado muitos negócios no Brasil que este ano teve uma safra recorde”, observou.
O preço do milho também passa por uma correção nesta manhã, com os contratos para dezembro subindo 1,25%, para US$ 4,0650 o bushel. O mercado acompanha as perspectivas de ampla oferta do cereal nos EUA, já que as condições climáticas nas áreas produtoras americanas favorecem o país. De acordo com Vlamir Brandalizze, há um consenso entre analistas de mercado de que o Departamento de Agricultura americano (USDA) deverá ajustar para cima sua estimativa de produção no país, que em julho foi de 398,93 milhões de toneladas.
Leia também no Agrimídia:
- •Bahia consolida liderança na avicultura do Nordeste com avanço na produção e projeção de crescimento
- •Frimesa atinge 100% de certificação em bem-estar animal e amplia uso de energia renovável
- •Brasil amplia exportações: pâncreas suíno para o Canadá e de embriões ovinos e caprinos para o Chile
- •ASES elege nova diretoria e define prioridades para a suinocultura no Espírito Santo
O trigo se valoriza em meio a um ajuste técnico, já que o mercado ainda é impactado pela pressão de oferta nos EUA. Os contratos para setembro sobem 1,46%, negociados a US$ 5,3750 o bushel. As cotações estão em uma trajetória descendente devido ao avanço da colheita em solos americanos. Como atualmente o clima favorece os trabalhos em campo, a expectativa com a colheita é cada vez maior.























