Governo nega acordo para facilitar pagamento de dívidas de produtores do RS

O senador gaúcho Ireneu Orth (PP) anunciou que foi selado um acordo com o governo federal para a publicação de uma medida provisória (MP) que concederá descontos em parcelas de financiamentos, remissão de dívidas e prorrogação de débitos rurais para produtores afetados pelas chuvas no Rio Grande do Sul. A negociação ocorreu nesta quarta-feira (17/7).
Segundo Orth, a MP, que deve ser publicada até o final deste mês, incluirá remissão de dívidas para pequenos produtores enquadrados no Pronaf e um desconto mínimo de 30% no custeio para médios e grandes produtores, com um teto ainda a ser definido para o valor do rebate.
No entanto, técnicos do governo, ouvidos pela reportagem, negaram que haverá remissão de dívidas, afirmando que o tema ainda está em discussão.
Leia também no Agrimídia:
- •Treinamento no RS atualiza técnicos sobre novas regras para granjas de reprodutores suínos certificadas
- •Espanha amplia controle da Peste Suína Africana após novos casos em javalis na região de Barcelona
- •XX Encontro Regional da ABRAVES-PR debate riscos sanitários e inteligência artificial na suinocultura
- •Mercado de suínos mantém preços estáveis em meio a incertezas geopolíticas e baixa liquidez
O acordo foi estabelecido para evitar a votação de um projeto de lei no Senado Federal que anistiava as dívidas rurais do estado, mas que poderia sofrer vetos. “Tínhamos, de um lado, um projeto de lei que poderia sofrer veto, e de outro, a garantia de uma MP com vigência imediata. O saldo é positivo, e ainda há margem para renegociar alguns termos durante a discussão da MP no Congresso. Não podemos ficar esperando até 15 de agosto, quando a prorrogação perde validade”, afirmou Orth.
O acordo prevê que, nos casos de financiamentos de investimentos, os valores do saldo devedor sejam remanejados para o fim do contrato. Para operações de custeio, ainda há impasses. O governo propõe um prazo de quatro anos para pagamento do débito, enquanto os senadores pedem 15 anos, com três de carência, alinhados às propostas do setor produtivo.
Orth acrescentou que a nova MP deve incluir renegociações de safras passadas com vencimento em 2024, com a possibilidade de adiamento por mais um ano após o encerramento do contrato.




















