
As previsões meteorológicas indicam que a semana deve começar com a chegada de uma frente fria às regiões Sul e Sudeste do Brasil, com possibilidade de fortes rajadas de vento já na segunda-feira (19/1), segundo a Climatempo. Caso se confirme, o fenômeno marcará uma mudança no padrão climático após um período de calor intenso registrado nos últimos dias.
De acordo com a empresa de meteorologia, a frente fria chama atenção por estar associada a uma massa de ar frio de origem polar, com intensidade acima do normal para esta época do ano. A expectativa é que o sistema avance inicialmente pelo Sul do País e, na sequência, passe a influenciar o Estado de São Paulo e áreas do Rio de Janeiro.
“O leste dos Estados do Sul do Brasil vai sentir fortes rajadas de vento frio durante a segunda-feira, 19”, informou a Climatempo. Além disso, a atuação de uma área de baixa pressão atmosférica próxima ao litoral de São Paulo e do Rio de Janeiro deve contribuir para o avanço do ar frio em direção ao sul de Minas Gerais.
Entre os dias 20 e 21 de janeiro, a previsão indica queda acentuada nas temperaturas durante as madrugadas, especialmente nas regiões serranas do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e no sul do Paraná, onde os termômetros podem registrar valores próximos ou até ligeiramente abaixo dos 10 °C.
⚠️ Alerta para tempestades e risco de tornados
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta para o Paraná e áreas vizinhas, interior de São Paulo e sul do Mato Grosso do Sul, onde há previsão de tempestades severas, com possibilidade de ocorrência de tornados.
Segundo o órgão, o avanço do sistema também deve provocar ventos intensos ao longo do litoral de Santa Catarina, Paraná e São Paulo, além de reforçar o canal de umidade sobre o Sudeste. Esse cenário pode configurar o segundo episódio da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) em 2026.
A ZCAS é um sistema meteorológico de grande importância, caracterizado pela formação de uma extensa faixa de nuvens e umidade, capaz de provocar chuvas persistentes e volumosas por vários dias consecutivos. Embora seja fundamental para o abastecimento hídrico e para a agricultura, o fenômeno também costuma aumentar os riscos de alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra, especialmente entre os meses de novembro e fevereiro.











