Sistema tem origem americana e prevê galpão todo adaptado para que haja maior controle de temperatura e umidade
Avicultores apostam em “granja dark” para aumentar produtividade

Controlar a temperatura dentro das granjas é um dos desafios de quem cria frangos. Nas granjas tradicionais, os produtores usam cortinas e ventiladores. A preocupação é ainda maior quando as aves são pequenas.
Em Pereiras (SP), a granja supervisionada por André Augusto Eleutério, adota o sistema convencional. Ele contou para o Nosso Campo que a temperatura tem que ser mantida alta nos primeiros 15 dias de crescimento e que, depois, é o contrário, o ambiente precisa ficar mais fresco.
Mas vários criadores estão apostando em tecnologia para aumentar a produtividade. Um dos sistemas usados é conhecido como “dark house”. É um modelo americano de granja climatizada. A estrutura é toda fechada e um painel eletrônico ajuda a controlar a temperatura e a umidade.
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O veterinário Vinícius Alves Ferreira diz que a grande vantagem está no bem-estar do animal, que melhora a condição de ambiente para a ave. Segundo ele, o frango ganha peso, mas consome menos ração. Para cada 1 quilo, são 100 gramas a menos de ração.
Além da “dark house”, tem produtor da região investindo na “blue house”, que tem estrutura parecida. O investimento sai em média R$ 600 mil, o dobro de uma estrutura convencional.
A diferença são as cortinas azuis e a luminosidade do ambiente. O avicultor Danilo Antonio Serafim, que trabalha há dois anos como agente integrado de um abatedouro, conta que o retorno é bom e que já investe na construção de outro galpão.





















