Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 68,94 / kg
Soja - Indicador PRR$ 128,00 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 134,61 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,89 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,89 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,45 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,22 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,32 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,29 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 96,82 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 96,87 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 107,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 103,20 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 89,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 100,22 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,64 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,69 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.179,26 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.044,72 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 89,22 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 84,22 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 101,71 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 120,82 / cx

Nutrição

#TBT Agrimidia: controle alimentar de machos reprodutores na avicultura em 1980

Explore os benefícios do controle alimentar de machos reprodutores na avicultura e como isso melhorou a eclodibilidade dos ovo

#TBT Agrimidia: controle alimentar de machos reprodutores na avicultura em 1980

Este conteúdo faz parte do nosso #TBT Agrimídia e foi originalmente publicado na edição nº 933 da revista Avicultura Industrial, de 1987. O artigo destaca uma evolução significativa no manejo de reprodutores: a alimentação separada de machos e fêmeas. Em um período marcado por avanços no controle nutricional e na eficiência reprodutiva, o texto apresenta práticas pioneiras adotadas na década de 1980, que influenciaram diretamente o desempenho zootécnico e a sanidade dos plantéis. A abordagem detalha os primeiros estudos e experiências práticas com sistemas de alimentação individualizada, que ajudaram a reduzir o excesso de peso dos machos, melhorar a fertilidade e aumentar a eclodibilidade dos ovos férteis.

Controle Alimentar de Machos Reprodutores na Avicultura: Eficiência, Sanidade e Melhor Eclodibilidade

A alimentação de machos de corte, sobretudo após as 40 semanas de idade, representa um desafio importante na avicultura industrial. O excesso de peso nos machos adultos tem sido historicamente associado à queda na fertilidade e à redução da eclodibilidade, fatores críticos para a eficiência reprodutiva dos plantéis. Com o avanço das práticas de manejo, um novo conceito foi incorporado à produção: a alimentação separada de machos e fêmeas, o que permite um controle mais preciso da ingestão de nutrientes e, por consequência, do peso corporal dos reprodutores.

Esse sistema, além de viabilizar o uso de dietas formuladas especificamente para cada sexo, possibilita a restrição seletiva da ingestão energética e proteica por parte dos machos. A implementação dessa estratégia vem sendo aperfeiçoada ao longo dos anos, com contribuições importantes tanto no manejo quanto na formulação de rações e na estrutura dos comedouros.

Desde o início da década de 1980, o especialista Larry Long introduziu métodos práticos, como o uso de tubos de PVC nas grelhas dos comedouros, para reduzir o consumo dos machos. Em 1984, Andy Wildish e colaboradores foram os primeiros a adotar a alimentação separada em escala comercial na Jamaica. Logo depois, iniciativas semelhantes foram testadas com sucesso por John Bennett e Charles Calvert nos Estados Unidos.

Com base nessas experiências, Gerald Bailey, em meados de 1985, iniciou estudos comparativos com diferentes teores de proteína nas dietas, além de testar a localização dos comedouros dentro do aviário. Os dados gerados impulsionaram melhorias importantes no sistema, permitindo seu aprimoramento. Em 1986, o Dr. Jim desenvolveu uma grelha específica para fêmeas, com abertura de 1-5/8 polegadas, o que auxiliou no controle da ingestão pelos machos. Garner McDaniel também teve papel essencial na sintonia fina do sistema, contribuindo para seu desenvolvimento técnico.

O modelo discutido baseia-se em um comedouro automático para reprodutores e em um sistema de alimentação em cadeia com grelha de 1-5/8” voltado às galinhas. Isso permite determinar com maior precisão a quantidade de alimento destinada aos machos, conforme a idade, respeitando os limites nutricionais recomendados para energia metabolizável, proteína bruta, gordura e outros elementos essenciais.

Os benefícios da alimentação separada são diversos. Entre eles, destaca-se a melhoria da eclodibilidade ao longo do ciclo de produção. A redução do excesso de peso também minimiza a necessidade de programas de “spiking”, ou seja, a inserção de machos jovens para restaurar a fertilidade do lote. Além disso, essa prática reduz a mortalidade geral de machos, especialmente aqueles descartados por problemas locomotores, como lesões no coxim plantar.

Outro ponto positivo refere-se ao desempenho das fêmeas. Quando alimentadas separadamente, as aves fêmeas recebem exatamente o necessário para seu metabolismo, sem competir com machos por alimento. Isso garante uniformidade, evita desperdícios e melhora o desempenho zootécnico geral do plantel.

Assim, a adoção do sistema de alimentação separada, além de permitir maior controle nutricional e sanitário, contribui diretamente para a eficiência econômica e produtiva da avicultura de reprodutores, fortalecendo os pilares da reprodução, da sanidade e da sustentabilidade dentro das granjas.