
O mercado de soja viveu um dia de “duas realidades” nesta quarta-feira (07). Enquanto a Bolsa de Chicago (CBOT) reagiu positivamente com alta de 1,02% (fechando a US$ 10,67/bushel para março), o preço físico no Brasil seguiu o caminho inverso, registrando sua terceira queda consecutiva. No porto de Paranaguá (PR), a saca baseada no indicador Cepea/Esalq recuou 0,05%, cotada a R$ 134,64.
Segundo Ronaldo Fernandes, analista da Royal Rural, dois fatores domésticos estão anulando a alta externa: o câmbio e a pressão de safra. A desvalorização recente do dólar retirou competitividade do preço em reais (impacto estimado em R$ 5/saca).
Simultaneamente, o produtor iniciou um movimento de “limpeza de silos”, vendendo estoques remanescentes para abrir espaço para a nova safra que começa a ser colhida, aumentando a oferta disponível.
A tendência de curto prazo é de baixa, mas existe um “coringa” climático na mesa. “Se as previsões de umidade para janeiro e fevereiro se confirmarem, teremos uma dor de cabeça na colheita”, alerta Fernandes.
O excesso de chuva no momento de retirar o grão (como a frente fria que atua no Sul agora) pode travar a logística e prejudicar a qualidade, o que faria os preços subirem rapidamente para quem tiver soja disponível e seca para entrega imediata.
Referência: Valor Econômico











