
O mercado físico de soja no Brasil ignorou o cenário externo negativo e iniciou o ano de 2026 com valorização. No primeiro dia útil de negociações (sexta-feira, 02), o indicador Cepea/Esalq no porto de Paranaguá encerrou cotado a R$ 142,14 por saca, registrando uma alta de 0,80% em relação ao fechamento de 30 de dezembro.
O movimento interno contrasta com a Bolsa de Chicago (CBOT), onde os contratos futuros para março recuaram 0,17% (a US$ 10,4575/bushel), marcando a quinta queda consecutiva.
Segundo Luiz Pacheco, analista da T&F Consultoria Agroeconômica, esse “descolamento” tem um motor claro: a China. O gigante asiático reduziu as compras de soja dos Estados Unidos e concentrou sua demanda no Brasil, aquecendo os prêmios nos portos nacionais. A tendência de preços firmes deve se manter no curto prazo, sustentada por esse apetite exportador.
No entanto, o teto para essa alta já está desenhado. O analista alerta que a valorização encontra um fator limitante na entrada da safra 2025/26. Com as colheitadeiras já começando a operar nas primeiras áreas de ciclo precoce, a expectativa de uma produção recorde deve aumentar a oferta disponível nas próximas semanas, pressionando naturalmente as cotações e testando a força da demanda internacional.
Referência: Valor Econômico











