Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 69,99 / kg
Soja - Indicador PRR$ 135,46 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 142,19 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 12,73 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 8,84 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 8,45 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 8,25 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 8,28 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 8,33 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 136,39 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 139,78 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 149,48 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 151,41 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 129,24 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 143,92 / cx
Frango - Indicador SPR$ 8,13 / kg
Frango - Indicador SPR$ 8,15 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.183,48 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.028,65 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 143,24 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 136,81 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 128,37 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 156,06 / cx

Sanidade

Sem vacinas comerciais, vigilância e nova classificação genética são a aposta para conter Reovírus

Aprenda sobre o impacto do Reovírus na indústria de perus e como sem vacinas comerciais a vigilância se torna essencial

Sem vacinas comerciais, vigilância e nova classificação genética são a aposta para conter Reovírus

A indústria de perus enfrenta um inimigo difícil de combater: o reovírus. Embora não cause altas taxas de mortalidade, o impacto econômico é severo. Lotes infectados pesam, em média, de 2 a 4 kg a menos do que aves saudáveis, o que gerou um custo estimado de US$ 33,7 milhões em 2019, afetando cerca de 5,6 milhões de aves. “Não é um vírus que os mata. É um vírus que os deixa mancos”, resume Duane Murphy, presidente do Comitê de Saúde da Federação Nacional de Perus (NTF), destacando a “síndrome da perna rígida” ou claudicação que surge em machos por volta das 13 semanas.

O controle é complexo devido à dupla via de transmissão: vertical (de matrizes para a prole) e lateral (entre lotes). O maior desafio está nas fêmeas reprodutoras, que frequentemente permanecem assintomáticas enquanto disseminam o vírus. Sem tratamentos eficazes e com vacinas comerciais limitadas, a vigilância tornou-se a principal arma. Estratégias recomendadas incluem coleta de fezes desde a primeira semana, exames histológicos de tendões e monitoramento sorológico via ELISA e PCR.

A esperança reside em novas frentes de pesquisa. Um sistema de classificação baseado em três genes, proposto em estudo na revista Frontiers, promete melhorar o rastreamento epidemiológico. Paralelamente, especialistas como Chris Ashworth, da Zinpro, sugerem que a suplementação estratégica com zinco (em complexos de aminoácidos a 80 ppm) pode oferecer proteção antiviral ao bloquear a replicação do vírus. Além disso, a Fundação NTF lançou um prêmio de até US$ 1 milhão para incentivar o desenvolvimento de vacinas e diagnósticos específicos, buscando preencher as lacunas deixadas pela pesquisa avícola generalista.

Referência: Watt Poultry