Fonte CEPEA
Milho - Indicador Campinas (SP)R$ 65,87 / kg
Soja - Indicador PRR$ 119,18 / kg
Soja - Indicador Porto de Paranaguá (PR)R$ 125,05 / kg
Suíno Carcaça - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 11,11 / kg
Suíno - Estadual SPR$ 7,27 / kg
Suíno - Estadual MGR$ 7,25 / kg
Suíno - Estadual PRR$ 6,99 / kg
Suíno - Estadual SCR$ 6,75 / kg
Suíno - Estadual RSR$ 7,01 / kg
Ovo Branco - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 134,20 / cx
Ovo Branco - Regional BrancoR$ 138,75 / cx
Ovo Vermelho - Regional Grande São Paulo (SP)R$ 148,67 / cx
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 150,38 / cx
Ovo Branco - Regional Bastos (SP)R$ 128,93 / cx
Ovo Vermelho - Regional Bastos (SP)R$ 142,37 / cx
Frango - Indicador SPR$ 7,07 / kg
Frango - Indicador SPR$ 7,14 / kg
Trigo Atacado - Regional PRR$ 1.174,84 / t
Trigo Atacado - Regional RSR$ 1.056,96 / t
Ovo Vermelho - Regional VermelhoR$ 141,99 / cx
Ovo Branco - Regional Santa Maria do Jetibá (ES)R$ 133,11 / cx
Ovo Branco - Regional Recife (PE)R$ 121,52 / cx
Ovo Vermelho - Regional Recife (PE)R$ 127,98 / cx

Safra

Safra de verão impulsiona agricultura do Paraná, enquanto mercado de ovos registra queda expressiva nos preços

Saiba mais sobre a robustez da safra de verão no Paraná e a significativa queda nos preços dos ovos neste momento econômico

Safra de verão impulsiona agricultura do Paraná, enquanto mercado de ovos registra queda expressiva nos preços

A Previsão Subjetiva de Safra (PSS) divulgada neste mês, em conjunto com o Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), confirma um dos cenários agrícolas mais expressivos dos últimos anos no estado. O destaque do período é a robustez da safra de verão, liderada pela soja, que deve ultrapassar 22 milhões de toneladas, sustentando a projeção de 25,9 milhões de toneladas para o conjunto das lavouras de verão no ciclo 2025/26.

Mesmo com o ritmo de colheita abaixo da média histórica, influenciado pelas chuvas frequentes, as condições gerais das lavouras permanecem favoráveis. A avaliação técnica indica bom desenvolvimento vegetativo e reforça o otimismo em relação aos rendimentos esperados, desde que as condições climáticas sigam colaborando nas próximas semanas.

A soja mantém papel central no desempenho da agricultura paranaense. Com área estimada em aproximadamente 5,8 milhões de hectares, a oleaginosa caminha para mais uma colheita histórica. Até o fim de janeiro, cerca de 5% da área havia sido colhida, percentual inferior ao registrado em anos anteriores, reflexo direto do excesso de precipitações. Ainda assim, o quadro agronômico é considerado positivo, e as chuvas previstas são vistas como determinantes para a consolidação dos volumes projetados.

O milho de primeira safra também apresenta boas perspectivas produtivas, apesar de ocupar área inferior à da soja. A expectativa é de crescimento da produção total, mesmo que os rendimentos não alcancem os níveis recordes do ciclo anterior. Já o milho de segunda safra começa a ser implantado dentro do calendário recomendado, com avanço mais significativo nas regiões Oeste e Sudoeste do estado, acompanhando o progresso da colheita da soja. O desempenho dessa etapa será decisivo para o resultado final da produção estadual de grãos.

No caso do feijão de primeira safra, o ciclo se aproxima do encerramento com retração tanto de área quanto de produção. A estimativa é de cerca de 184 mil toneladas, volume aproximadamente 46% inferior ao da safra passada, reflexo dos preços menos atrativos no momento do plantio. Para a segunda safra, a área projetada também é menor em relação ao último ciclo, embora exista expectativa de recuperação produtiva, condicionada ao clima e ao andamento do plantio nas próximas semanas.

No segmento de ovos, o Boletim do Deral aponta forte retração nos preços de varejo no Paraná em janeiro de 2026. Na comparação com janeiro de 2025, a queda média foi de 14,6%, enquanto em relação a dezembro a redução chegou a 17,5%. O recuo mais acentuado foi observado no ovo extra, com baixa de 25,2%, seguido pelo ovo grande, que caiu 15,8%. O ovo médio apresentou retração mais moderada, de 2,7%.

Esse movimento contrasta com a elevação registrada nos preços médios das carnes bovina, suína e de frango no mesmo período, reforçando a competitividade do ovo como fonte de proteína animal para o consumidor. Para fevereiro, a expectativa é de recuperação dos preços, sustentada pelo comportamento sazonal do mercado, pela retomada das compras institucionais e pela redução da produção nacional típica desse período do ano.