
O Brasil caminha para mais uma colheita monumental. Dados da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (ANEC) projetam que a safra de grãos 2025/26 alcançará 354,8 milhões de toneladas, reafirmando o país como um pilar indispensável da segurança alimentar global. O carro-chefe continua sendo a soja, com produção estimada em 177,1 milhões de toneladas, quase metade de todo o volume nacional.
O plantio da oleaginosa está virtualmente encerrado (98,2%) e as colheitadeiras já começaram a rodar em Mato Grosso e Paraná. A expectativa é superar o desempenho histórico de 2025, quando o país exportou o recorde de 108,7 milhões de toneladas (gerando US$ 43,5 bilhões), com 80% desse volume absorvido pela China. Para 2026, a ANEC projeta embarques ainda maiores, na casa de 110 milhões de toneladas, acelerando a partir de fevereiro.
Um dado estrutural fundamental revelado no relatório é a virada logística: o Arco Norte consolidou-se como a principal rota de saída do milho brasileiro, respondendo por 52,1% dos embarques e superando o tradicional Porto de Santos.
Com uma safra de milho estimada em 138,9 milhões de toneladas, essa eficiência logística no Norte é crucial para manter a competitividade, especialmente visando mercados como Irã, Egito e Vietnã. No horizonte geopolítico, a possível assinatura do acordo Mercosul-UE é vista como um fator de estabilidade e previsibilidade regulatória.
Referência: Agromais












