
O mapa global da Influenza Aviária ganhou mais um ponto vermelho nesta quarta-feira. A Volzhanin, uma das maiores produtoras de ovos da Rússia (responsável por cerca de 20% do abastecimento na parte europeia do país), suspendeu suas remessas após a confirmação de um surto em uma de suas unidades na região de Yaroslavl.
Pela legislação sanitária russa, a quarentena pode durar até seis meses, ameaçando retirar um volume massivo de produto do mercado.
Apesar da magnitude do incidente, analistas e o próprio governo russo tentam acalmar os ânimos quanto à inflação. Alexander Shirov, da Academia Russa de Ciências, classificou o evento como um “golpe epidemiológico grave” que pode gerar altas localizadas.
Contudo, o Ministério da Agricultura afirmou que o mercado está saturado. A produção russa de ovos cresceu 6,5% em 2025 (atingindo 37 bilhões de unidades até novembro), criando um colchão de liquidez que deve absorver o choque.
Além disso, o timing jogou a favor do consumidor: janeiro é tradicionalmente um período de baixa demanda pós-feriados. Para evitar especulação, o Serviço Federal Antimonopólio já emitiu um aviso preventivo aos concorrentes, alertando que aumentos injustificados de preço serão punidos.
O cenário reflete uma crise de rentabilidade no setor russo, onde o excesso de oferta já vinha pressionando margens antes mesmo do vírus atacar.
Referência: Poultry World











