
O Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais do Reino Unido (Defra) anunciou uma mudança crítica para a produção orgânica de proteína animal, válida desde o dia 1º de janeiro de 2026.
O governo prorrogou a “derrogação” (permissão especial) que autoriza o uso de até 5% de proteína não-orgânica na ração, mas impôs travas rigorosas: a partir de agora, essa flexibilidade vale apenas para animais jovens (suínos com menos de 35 kg e aves com menos de 30 semanas).
Para animais adultos, a dieta deverá ser obrigatoriamente 100% orgânica. A medida gerou reação imediata da União Nacional dos Agricultores (NFU). A entidade, embora tenha celebrado a extensão do prazo até o fim do ano, alertou que a restrição para adultos pode comprometer o bem-estar animal.
O argumento é técnico: faltam fontes de proteína orgânica de alta qualidade (como glúten de milho) no mercado, essenciais para balancear a nutrição de aves em fase de postura ou suínos em terminação.
Por outro lado, o Defra manteve integralmente outra exceção vital: o uso de frangas (pullets) não-orgânicas de até 18 semanas para a produção de ovos orgânicos segue permitido até dezembro de 2026.
Segundo a NFU, essa medida era a “linha da vida” do setor, já que praticamente não existem criações de frangas orgânicas comerciais na Grã-Bretanha hoje. O cenário expõe o gargalo global da cadeia de orgânicos: a dificuldade de alinhar a pureza normativa com a realidade do suprimento de insumos.
Referência: Poultry News












