
A base da cadeia produtiva de carnes no Brasil encerrou 2025 em expansão, ignorando volatilidades externas e sanitárias. Segundo dados consolidados pelo Sindirações (Sindicato Nacional da Indústria de Ração Animal), a produção de ração deve totalizar 89,9 milhões de toneladas, um crescimento de 2,8% em relação a 2024. O volume demonstra a resiliência do setor, que até setembro já havia processado 66,5 milhões de toneladas (+2%).
O destaque absoluto em volume continua sendo a avicultura. Mesmo enfrentando restrições comerciais temporárias (devido a um caso isolado de gripe aviária em granja comercial em maio/25), a demanda por ração para frangos de corte manteve-se firme, devendo fechar o ano com 37,9 milhões de toneladas. O setor de aves como um todo (incluindo postura) responderá por 45,3 milhões de toneladas.
Já o destaque em ritmo de crescimento foi a bovinocultura. A produção de ração para gado de corte deve saltar 7% (somando 7,73 milhões de toneladas), enquanto o segmento bovino total (corte + leite) cresce 4,9%. Esse dado reflete uma mudança estrutural no campo: o avanço dos sistemas de confinamento e terminação intensiva.
Com margens mais apertadas e ciclos biológicos precisando ser encurtados, o pecuarista está dependendo menos do pasto e mais da tecnologia nutricional para garantir eficiência e padronização. A suinocultura, por sua vez, segue estável como a segunda maior consumidora, com previsão de 22 milhões de toneladas (+2%).
Referência: Sindirações












