
A Polônia entra em 2026 com a missão de defender seu título de maior exportador de aves da Europa. Segundo Paweł Podstawka, presidente da Federação Nacional de Criadores de Aves, este será um “ano de virada” para o setor, marcado por mudanças estruturais profundas.
Após registrar um crescimento expressivo de 19,3% no valor das exportações nos três primeiros trimestres de 2025, a indústria polonesa aposta na eficiência produtiva e na biosseguridade para atuar como o grande estabilizador do mercado europeu frente à crise de custos e regulações do bloco.
O cenário competitivo, no entanto, está mais acirrado. A Polônia enfrenta o ressurgimento da Ucrânia, que reconstrói sua força exportadora com foco no Reino Unido e Oriente Médio, além da pressão de gigantes asiáticos, Turquia e China.
Para blindar o produtor local, uma das vitórias estratégicas celebradas por Podstawka foi a inclusão de uma cláusula de salvaguarda no acordo comercial UE-Mercosul. A medida visa proteger especificamente o mercado europeu de ovos contra uma eventual entrada maciça de produtos sul-americanos, garantindo a competitividade interna.
Para 2026, a estratégia polonesa é clara: exigir do Estado mais apoio prático e menos burocracia. “Biossegurança, cadeias de suprimentos estáveis e fomento à exportação são os alicerces da segurança alimentar”, defendeu o líder setorial.
A visão é que, enquanto a Europa aumenta as exigências regulatórias, a Polônia deve se manter como um polo de produção moderno e resiliente para não perder espaço para competidores de fora da União Europeia.
Referência: Poultry World











